Acesso à universidade garantido a estudantes da rede Pública

Para ter acesso às universidades particulares, o Educa Mais Brasil oferece para os candidatos bolsas parciais que dão direito de 50% de descontos nas mensalidades para alunos onde as famílias ganham um salário de até três salários mínimos de renda e também bolsas integrais, com 100% de desconto das mensalidades para alunos de famílias que ganham até um salário mínimo e meio por mês.

Para que você possa realizar a inscrição no Educa Mais Brasil, alguns requisitos devem ser respeitados, como: o candidato não deverá ter nenhum diploma de ensino superior e também deverá ter tirado mais de 450 pontos na média nas cinco notas do Novo ENEM, além disso, deve ter estudado em escolas públicas ou particulares (como bolsistas) durante o ensino médio.

Principais vantagens do Educa Mais Brasil

O Educa Mais Brasil é um dos principais programas do Governo Federal relacionado à educação e que oferece uma série de vantagens, não apenas para os alunos beneficiados, mas também para as Universidades que ganham incentivos fiscais e para o próprio país que prepara mão de obra especializada para as mais variadas áreas de trabalho, proporcionando assim, o crescimento da qualidade dos serviços prestados no Brasil, fazendo do país uma referência nos mais variados campos, da tecnologia a agricultura.

Com o Educa Mais Brasil, o sonho do acesso ao ensino superior de qualidade ficou muito mais próximo de ser concretizado, e para isso, basta um bom desempenho no ENEM, outro programa do Governo Federal. Por isso, não deixe de estudar cada detalhe exigido na prova do ENEM para que você atinja todos os requisitos para concorrer a Bolsa Educa Mais Brasil.

Outro programa que oferece bolsas de estudos a diversos brasileiros é o Mais Bolsas 2019, o qual tem objetivo de dar maior acesso as diversas classes sociais a uma educação de qualidade.

Quem tem direito ao Educa Mais Brasil?

Não é todo o futuro estudante do ensino superior que tem direito a bolsa integral ou parcial de estudos em uma faculdade particular pelo Educa Mais Brasil. Se tiver interesse em ganhar uma bolsa integral é preciso que a renda familiar por pessoa seja de até um salário mínimo e meio. Se a sua família tiver uma renda por pessoa de até três salários mínimos é possível conseguir uma bolsa parcial de estudos de até 50%.

É preciso, ainda, ter atingido uma média de 450 pontos nas cinco notas do ENEM e não ter zerado a redação, além de ter cursado todo o ensino médio em escolas públicas ou como bolsista em escolas particulares. Pessoas com Deficiência e professores da rede pública que estejam atuando na profissão também têm o direito ao Educa Mais Brasil (no caso dos professores, o direito é apenas para cursos da área de Licenciatura, Normal Superior ou Pedagogia). Lembre-se: caso você já tenha feito um curso superior (independentemente de ser bacharelado ou tecnólogo), você não tem direito ao Educa Mais Brasil.

E preste atenção: Não adianta tentar enganar o Governo mostrando documentos falsos que comprovem uma renda compatível com a exigida pelo programa, pois, constantemente, são feitas averiguações para comprovar a renda declarada pelos bolsistas.

Tipos Bolsa Educa Mais Brasil

As bolsas oferecidas podem ser parciais ou integrais. Os alunos de bolsas parciais deverão ter uma renda de no máximo três salários mínimos por habitante da casa e para bolsas integrais os alunos deverão ter uma renda de no máximo um salário mínimo e meio por habitante da residência. É preciso que exista uma comprovação dessa renda, e caso ela não aconteça, o aluno mesmo que aprovado pelas notas do ENEM não terá direito a bolsa.

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“Imprecisões”: em coluna no Globo, Hermano Vianna comenta críticas ao Creative Commons

Em sua coluna de domingo passado, Caetano Veloso transcreveu e-mail de Joyce Moreno, apoiando a decisão da ministra Ana de Hollanda de não mais publicar o conteúdo do site do MinC sob licença Creative Commons (CC). O texto de Joyce contém imprecisões. Diz, por exemplo, que o Google patrocina o CC com “US$ 30 milhões!”. Gostaria de saber quem passou essa informação para Joyce, e se ela checou sua veracidade antes de fazer seu texto circular pela internet. O que eu sei é que o Google doou US$ 30 mil para o CC em 2006 (http://bit.ly/7GczuR) e, na última década, doou uma média de US$ 100 mil por ano. A diferença para os US$ 30 milhões é enorme.

Em 2010, o Google fez doações num valor total de US$ 145 milhões (http://bit.ly/gBad5O). Entre as muitas organizações que receberam doações estão: a Bharti Foundation, que cuida de escolarização de crianças na Índia; a Global Strategies for HIV Prevention, que melhora o acesso a medicamentos na África; o Unicef; a Ashoka; a APC. Insinuar que, ao receber doações, todos passam a trabalhar para os interesses do Google não me parece nada sensato. (E, mesmo sem doações, o Ecad tem acordo comercial com o Google – ver http://bit.ly/f1FFbw)
O CC, como a Wikipedia, é sustentado primordialmente por doações descentralizadas de indivíduos do mundo inteiro. Todo fim de ano, faz uma campanha mundial para doações. Em 2010, a campanha arrecadou US$ 522.151,25, incluindo os apoios de empresas. É possível ver os dados da campanha neste link: http://bit.ly/hrYBNP. Há uma lista de todos os doadores em http://bit.ly/aV3J9d e o relatório financeiro de 2009 pode ser consultado, na íntegra, em http://bit.ly/hpHZki. Antes de levantar suspeitas sobre a atuação do CC, todos deveriam estudar com atenção esses documentos, que são de transparência exemplar.

Outra imprecisão no texto de Joyce: o CC não é uma “licença norte-americana privada”. É, sim, uma organização não governamental que criou um sistema de licenças que podem ser usadas por criadores, organizações e empresas. A Al Jazeera acaba de licenciar as imagens das manifestações do Cairo em CC, autorizando sua exibição em todas as TVs. Ninguém é obrigado a usar as licenças se não quiser.
Voluntários de 70 países se inspiraram no trabalho do CC norte-americano e desenvolveram sistemas de licenciamentos semelhantes a partir de legislações locais. Assim foram criadas entidades independentes e separadas do CC norte-americano, que por sua vez redigiram licenças também diferentes das norte-americanas. As licenças CC-BR, criadas pelo Creative Commons Brasil (http://bit.ly/O8RVo), são totalmente brasileiras e só podem ser aplicadas no Brasil.

O conteúdo do site do MinC era publicado com uma dessas licenças totalmente brasileiras (mesmo com a inspiração norte-americana – e não entendo por que não podemos nos inspirar em boas ideias norte-americanas, afinal somos ou não o país da antropofagia cultural?), produzida por uma entidade brasileira, o CC Brasil, independente do CC norte americano. A ministra Ana de Hollanda declarou para matéria do caderno Prosa & Verso, aqui deste jornal (http://glo.bo/fiwWtL), que “o MinC só retirou o selo das Creative Commons do site, mas não o licenciamento”. Infelizmente o MinC retirou o licenciamento sim, ministra – e nada havia de irregular nesse licenciamento. Agora temos apenas uma frase vaga: “O conteúdo deste site, produzido pelo Ministério da Cultura, pode ser reproduzido, desde que citada a fonte.” Essa é a “licença” que vale hoje. A licença CC-BR anterior tinha outro texto, que inclusive diferenciava reprodução de publicação, como exige a Lei do Direito Autoral brasileira. Agora as pessoas podem reproduzir o conteúdo, mas ao publicá-lo em seus blogs estão fazendo algo sem autorização explícita – isso cria uma incerteza jurídica desnecessária. Por isso digo que as licenças CC levam o direito autoral mais a sério.

Tudo o que li em defesa da atitude do MinC deixa claro que o problema não era a licença. A própria ministra acredita que o licenciamento continua o mesmo. O problema era a sigla CC e o desconhecimento sobre o que é o CC. Em seu blog, Joyce escreveu (http://bit.ly/geKN1m): “Como ela (Ana de Hollanda) retirou do site do MinC o logo do Creative Commons, houve a celeuma, reclamando que ela estaria ‘se alinhando ao Ecad’ e se aliando ‘ao que há de mais conservador’. Mas peraí, pessoal: se eu entro num restaurante, faço meu prato, almoço e vou embora, não vão chamar a polícia para me cobrar o calote? Então, porque a criação alheia (alimento da alma) pode ser usada à vontade, sem que os autores recebam???” Aldir Blanc também declarou (http://glo.bo/fiwWtL): “Não há retrocesso algum em querer pagar com justiça o direito autoral dos criadores.” Não entendi o raciocínio.

Quem é contra o pagamento para autores? O CC nunca disse que criadores não devem ser pagos. E o que o licenciamento do conteúdo do site do MinC tem a ver com o pagamento para autores? Parece que a sigla CC no site do MinC era entendida como um manifesto em prol do calote aos autores. Isso é um absurdo. Repito mais uma vez: a licença CC defendia muito mais rigidamente os direitos de autor do que a frase que está no site agora.
A história da batalha pelo direito do autor começa bem antes do início do século XX. É uma bela e complexa história. O Creative Commons é parte dessa história, em defesa dos autores, da criatividade e do acesso ao conhecimento.

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