Toda a vez que eu ouvia o jingle de campanha do Lula uma parte sempre me chamou a atenção: “meu primeiro voto pra fazer brilhar nossa estrela”. Para mim esse trecho não tinha o peso que para toda uma geração que lutou pelo direito ao voto, a geração dos meus pais, mas significava o meu primeiro voto de fato. Eu tinha menos de 16 anos em 89 (nem vou falar quanto eu tinha senão vocês descobrem minha idade, hehehe).
Eu tinha ânsia em votar, vontade que vinha do meu âmago. Poder participar das grandes decisões do meu país e não tenho medo de dizer, o Lula foi o meu primeiro. Desde então eu não votei em outra pessoa para presidente do meu país que não esse carismático operário, que conquistou não apenas os nossos corações como o respeito de todo o mundo.
Mas agora eu tenho um vazio, assim como várias pessoas por aí. Não temos mais o Lula para escolher. Votar no Lula era se sentir abraçado, confortável e seguro. Porém, o Partido dos Trabalhadores me oferece de novo a chance de uma primeira vez, votar em uma mulher.
Nunca votei em uma mulher para presidente antes, não por uma misogenia disfarçada, muito pelo contrário. Eu não acho que o voto seja em algum gênero, não me importa que um candidato seja homem ou mulher, mas sim um plano de governo, um projeto para o Brasil e um ideal partidário.
E nisso a Dilma está repleta de todo esse ideal que sempre me fez votar no Lula. Eu vejo que ela não é aquele operário carismático, mas sim uma mulher forte, inteligente e idealista. Alguém que eu posso admirar e que eu posso acreditar. Sinto o mesmo conforto em votar nela, que em votar no Lula.
Quero agradecer ao PT por sempre estar ao meu lado e me dar opções de voto, por defender os meus ideais, por ter mudado esse país.
E no final esse é o meu primeiro voto em uma mulher e a primeira vez, a gente nunca esquece.

*Foto de arquivo pessoal, tirada em uma vígilia por emprego e terra em São Bernardo do Campo.