As considerações finais e o primeiro bloco foram absolutamente vergonhosos. No primeiro bloco, o operador de câmera mantinha um quadro mais aberto quando a Dilma falava, e quando se via da cintura para baixo do Serra caminhando atrás dela, a câmera "corrigia", mostrando-o e inserindo sua perturbadora presença despropositadamente - cara de pau! Quando Serra falou no primeiro bloco, Dilma só apareceu com ele quando o switcher cortava para outra câmera num ângulo lateral de ambos, mostrando o painel de perguntas ao fundo. Isso também aconteceu quando Dilma respondia, mas com Serra, havia o privilégio de sua imagem quando ele não era o foco. No último bloco das considerações finais foi mais grotesco ainda. Dilma falou num PG, alternando entre várias câmeras sendo a maioria delas de um ponto de vista lateral da candidata. Duvido que os assessores escolheram a forma como ela seria mostrada!!! O plano geral que usaram para Dilma não se podia ver as feições de seu rosto e, portanto, ocultava as intenções da candidata e sua capacidade de cativar os telespectadores. Já Serra, iniciou sendo mostrado num plano aberto e SEM NENHUMA PERDA DE TEMPO, o candidato "encontrou" uma câmera que o "aguardava" de uma forma totalmente obscena para colocá-lo num Primeiro Plano ou Chest-shot no qual o candidato fez TODAS as suas considerações finais, bem enquadrado, com foco preciso e devidamente iluminado. Tal era a precisão do quadro no primeiro plano do candidato que somente um pequeno pedaço da candidata Dilma, se via e ainda bastante desfocada. Durante as considerações dela, o candidato Serra esteve presente atrás, praticamente o tempo todo, e o câmera não fez a MENOR questão de evitá-lo, quando podia definir o quadro da candidata dando um pouco mais de respiro no lado direito da tela.
Repetiu-se 1989. O trabalho do switcher e dos operadores de câmera chefiados pelo diretor-geral configuram mais um episódio ABSOLUTAMENTE vergonhoso na história das Organizações Globo.







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