Profetas que se acham acima do bem e do mal

Há pouco ouvi um relato de uma irmã que ao dirigir-se a um senhor chamou-lhe de irmão. Para surpresa dela, o homem de modo sisudo respondeu firmemente dizendo: Irmão não. Pastor. Por favor me chame de pastor.

Pois é, lamentavelmente alguns dos líderes evangélicos tupiniquins tem demonstrado ao longo dos anos uma enorme fome por titulos esclesiásticos. Se não bastasse os oficios e titulos convencionais, esta corja aproveitadora, inventou outros tantos mais. Nesta perspectiva multiplicaram-se os apóstolos, apareceram os profetas da restauração que a reboque fabricaram os titulos de paipostolo, Patriarca Apostólico, Principe de Israel, dentre tantos outros mais.

Caro leitor, como já escrevi anteriormente estou cansado das invencionices apostólicas. Já não aguento mais, ouvir tanta bobagem. Sinto-me perplexo com inúmeras aberrações! Não suporto mais ouvir a cada dia a noticia do surgimento de uma nova unção. Estou cansado deste pilantras fabricantes de falsas doutrinas cujo ensinamento principal é a honra dos profetas.

O Cão, a Padaria e a Música Gospel

Há pouco soube de uma história no mínimo intrigante: Um colega de ministério foi convidado para pregar numa proeminente igreja. Ao chegar ao local do culto, foi convidado por um dos pastores a conhecer a mais nova aquisição do povo de Deus: uma padaria completa! Ele olhou aquilo e pensou com seus botões: Que legal! Esses irmãos montaram uma padaria para saciar a fome das pessoas! No entanto, o que ele não podia imaginar era que o real motivo de se montar à padaria era outro.

Na ocasião o pastor anfitrião falou todo orgulhoso: "Agora até a nossa ceia é sem contaminação dos ímpios! Nós produzimos os pães que são distribuídos na ceia! Não tem mão de ímpios na produção do pão!” O pastor ouvindo isso disse: “Vocês gastaram dinheiro montando uma padaria por este motivo”? Não é para abrandar a fome dos famintos? Não é para tentar mudar o futuro de tantos jovens que precisam de uma profissão? Não daria para fazer desta padaria uma oficina de padeiros?

Caro leitor, me assusta o fato em perceber que parte da Igreja de Cristo continua tratando a vida de forma dualista. Ora, aquela igreja considerava os pães confeccionados por padeiros não cristãos como profanos. No entanto, segundo a sua visão, se um crente confeccionasse os pães, estes seriam santos. Ora, é exatamente isso que alguns tem feito com a música, se os autores forem crentes, Deus está no negócio, caso contrário, o cramulhão é o culpado.

Para eles era muito mais importante confeccionar “pães santos” do que alimentar os famintos que vivem a seu redor.

Renato Vargens em: http://www.pulpitocristao.com/