Festejada em Natal, Dilma ressalta crise de identidade da oposição

July 28, 2010, by Unknown - No comments yet

Milhares de pessoas foram às ruas de Natal nesta quarta-feira (28) para acompanhar Dilma Rousseff numa caminhada pelo bairro Alecrim. Descontraída, a nossa candidata conversou com os eleitores, tirou fotos e cantarolou jingles de campanha. Comerciantes locais deram uma pausa no trabalho e até quem estava apenas de passagem acabou entrando na passeata, que também contou com a participação dos candidatos ao governo do Estado, Iberê Souza (PSB) e Carlos Eduardo (PDT).

O trajeto de aproximadamente dois quilômetros desembocou na praça Gentil Ferreira – conhecida por sediar manifestações pelas eleições diretas no país – onde foi realizado um comício. Durante seu discurso, a candidata se comprometeu em levar adiante os avanços conquistados por Lula e prometeu cuidar do povo brasileiro como uma mãe. Dilma também fez questão de deixar claro que muitos candidatos que hoje se dizem capazes de dar continuidade às ações dos últimos anos, foram opositores ferozes do Governo.

Crise de identidade – “Tem uns aí dizendo que não eram oposição ao governo do presidente Lula. Pois eu quero dizer pra vocês que é mentira. Fizeram a oposição mais raivosa possível ao presidente Lula e ao nosso governo. Hoje, vêm e dizem que são a favor da educação para os jovens. Não são não. Porque esses que são do antigo PFL, do atual DEM, votaram contra o Prouni. E quando foram derrotados entraram no Supremo Tribunal Federal para acabar com o Prouni”.


A transposição das águas do rio São Francisco, que beneficia a vida dos nordestinos que não têm água para consumir e produzir, também foi destacada por Dilma. “Eles mentem ao querer passar por aquilo que não são. Foram a oposição mais dura, mais perversa e mais amarga ao governo do presidente Lula. Inclusive fizeram críticas pessoais a ele. Nós não ligamos para as críticas, convivemos com elas porque somos democratas, mas não convivemos com aqueles que fazem oposição durante oito anos e depois põem uma pele de cordeiro, mas não deixam de mostrar as patinhas de lobo”.

Governar para as mulheres
Ao concluir, Dilma disse que representará as mulheres no governo e que lutará para que o Brasil seja um território livre da violência contra a população feminina. “Eu sei que vou honrar a mulher brasileira, a mulher do Rio Grande do Norte. Eu vou honrar essas mulheres, sobretudo os milhões de mulheres anônimas que estão aqui nessa praça. Que são mulheres trabalhadoras, donas de casa, professoras, profissionais, que lutam no dia-a-dia para criar seus filhos. Mulheres que têm de lutar também para que esse país seja  uma civilização onde as mulheres não sejam mais vítimas de violência. Porque a violência contra a mulher fere a família e não só a mulher, fere as crianças, fere os filhos”.

Foto: Roberto Stuckert Filho



VI Copene discute sexismo, discriminação racial e trabalho

July 28, 2010, by Unknown - No comments yet

Pesquisadores e estudantes discutiram nesta quarta-feira (27), na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), as implicações da discriminação racial e da desigualdade de gênero no acesso das mulheres negras ao mercado de trabalho.

O tema proposto pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul, por meio do Programa Regional Gênero, Raça, Etnia e Pobreza, foi abordado na mesa redonda “Mulheres Negras e Trabalho” do VI Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros (Copene), que acontece até amanhã (29).

A mesa contou com a participação de Cida Bento (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), Creuza Oliveira (Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas), Tatiana Silva (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Normaide Farias (UNIFEM-PE), e da doutora Lia Maria dos Santos (Universidade de Brasília).

As palestrantes expuseram o impacto das hierarquias raciais e de gênero, a ocupação das mulheres negras nos espaços públicos e privados e sua representação no trabalho doméstico. Também foi apresentado estudo de caso sobre a capacitação de mulheres negras em áreas rurais de Pernambuco e o resultado de um projeto do Ceert sobre práticas de recrutamento, seleção e promoção da diversidade nas empresas.

De acordo com Tatiana Silva (IPEA), as apresentações baseadas em visões diversas sobre a mulher negra no mundo do trabalho colaboraram para reflexões e pesquisas. “É um meio positivo para promover debates que permitam ampliar o conhecimento sobre as desigualdades, estratégias em curso para motivar a discussão de elementos que contribuam para a ampliação e aprimoramento das intervenções para a promoção da igualdade”, disse Tatiana Silva.