"Twittaço" comemora o Dia Mundial dos Direitos Humanos

December 10, 2010, by Brunna Rosa - 4 comments

Nesta sexta -feira, 12, comemoramos o Dia Mundial dos Direitos Humanos. Para celebrar esta data tão importante, o Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia convida todos os usuários do Twitter para uma mobilização de internautas (twittaço) em apoio aos direitos humanos.


A #dilmanarede apoia a iniciativa e participa do Twittaço publicando  mensagens com a hashtag #DireitosHumanos no dia 10 de dezembro.

 

A data marca o 62º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o primeiro documento a reconhecer, no âmbito internacional, direitos fundamentais aplicáveis a todas e todos, independentemente de raça, etnia, gênero, origem, religião, idade, situação civil, condição de saúde, ou qualquer outra forma de diferenciação. Até 10 de dezembro de 1948, o Direito Internacional não tratava de questões humanitárias em tempos de paz, confinadas à legislação interna de cada país.

 

Hoje a Declaração Universal de Direitos Humanos é o documento mais traduzido do planeta, com versões em mais de 300 idiomas e dialetos, de Abkhaz (idioma usado na região do Cáucaso) a Zulu (língua falada na África setentrional). Somos iguais na diferença!


Confira aqui sugestões de tweets para a ação



Zymler toma posse como novo presidente do TCU em cerimônia com Lula e Dilma

December 10, 2010, by Brunna Rosa - No comments yet

O presidente e o vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler e Augusto Nardes, tomaram posse nesta quarta-feira (8), em cerimônia com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta eleita, Dilma Rousseff, além de governadores, parlamentares e integrantes do Judiciário. Zymler e Nardes foram eleitos no ultimo dia 1º para mandato de um ano, permitida uma reeleição pelo mesmo período.

Durante a cerimônia, o ministro do TCU Valmir Campelo afirmou que o presidente Lula teve respeito pelo trabalho da instituição. “O senhor sempre valorizou as instituições de controle do País. Se críticas foram tecidas, são elas compreendidas por essa instituição. O que passa para a história de seu relacionamento com essa instituição é o respeito”, disse.
Campelo também fez o discurso de boas-vindas ao novo presidente e destacou a carreira de Benjamin Zymler no TCU. Ele elogiou ainda o ministro Augusto Nardes, afirmando que o novo vice-presidente será o braço-direito e o apoio de Zymler. O procurador-geral Lucas Rocha Furtado destacou o apoio que o Ministério Público junto ao TCU vai ofertar ao novo presidente e reafirmou sua capacidade técnica.
Já o novo presidente Zymler reforçou que o tribunal é parceiro da administração e afirmou a importância do diálogo entre as instituições para fortalecimento da democracia. “Nossos esforços se somam em prol do interesse público”, disse.
Durante o discurso, Zymler também defendeu a criação do Conselho Nacional dos Tribunais de Contas para fortalecer o controle externo. “Um órgão que, a meu ver, deve plasmar-se em modelo simples, enxuto, dinâmico e que permita não só enfrentar os desafios vinculados ao comportamento disciplinar dos membros das Cortes de Contas, mas, fundamentalmente, incrementar a eficiência e a efetividade do controle externo”.
Ao entrar em exercício em janeiro, Zymler assumirá a vaga ocupada pelo ministro Ubiratan Aguiar nos últimos dois anos.
Além de Lula e Dilma, compuseram a mesa de abertura do evento, dirigida pelo presidente do TCU, ministro Ubiratan Aguiar, o vice-presidente eleito e presidente da Câmara, Michel Temer, os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do Distrito Federal, Rogério Rosso, além do presidente do Superior Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso. Políticos, autoridades dos Três Poderes, além de ministros e servidores do TCU também acompanharam o evento.

Fonte:
TCU
Agência Brasil



Íntegra da nota sobre convite de Dilma Rousseff a novos ministros

December 10, 2010, by Brunna Rosa - No comments yet

NOTA À IMPRENSA


A presidenta eleita da República, Dilma Rousseff, convidou novos ministros para integrar sua futura equipe de governo: a senadora Ideli Salvatti, que assumirá o Ministério da Pesca e Aquicultura; a deputada Maria do Rosário, que chefiará a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; a jornalista Helena Chagas, para a chefia da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que será o titular do Ministério das Comunicações; o senador Garibaldi Alves, que assumirá o Ministério da Previdência Social; o senador Edison Lobão, que retornará ao Ministério de Minas e Energia; o deputado Pedro Novais, para o Ministério do Turismo; o ex-deputado Wagner Rossi, que deverá permanecer à frente do Ministério da Agricultura; o senador  Alfredo Nascimento, que voltará ao comando do Ministério dos Transportes; e o ex-governador Moreira Franco, na chefia da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

A presidenta eleita determinou a seus novos auxiliares que trabalhem de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e estabilidade econômica, assegurando a melhoria de vida de todos os brasileiros.


ASSESSORIA DE IMPRENSA DA PRESIDENTA ELEITA DILMA ROUSSEFF



Futuro ministro da Justiça diz que entendimento com partidos aliados “vai muito bem”

December 10, 2010, by Brunna Rosa - No comments yet

Anunciado na última semana como ministro da Justiça do próximo governo, o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP) garantiu nesta quarta-feira (8) que o entendimento entre a equipe do futuro governo e os partidos aliados vai muito bem, especialmente com o PMDB. “Um partido que serviu de sustentação da base do presidente Lula e, seguramente, será um grande parceiro – juntamente com outros partidos – ao longo da sustentação do governo da presidente eleita Dilma Rousseff”.

A declaração foi feita logo após a cerimônia de posse no novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Benjamim Zymler, e de seu vice, o ministro Augusto Nardes, nesta quarta-feira (8), em Brasília, com as presenças do presidente Lula e da presidenta eleita Dilma Rousseff, além do vice-presidente eleito, Michel Temer.

Para o futuro ministro da Justiça, “o PSB também é um parceiro das primeiras horas. É um partido que tem demonstrado grande lealdade ao longo da trajetória do governo Lula e não há porque não se venha fazer esse diálogo com o PSB, que seguramente comporá a equipe de governo”.
Cardozo afirmou que não existe qualquer mal-estar entre forças aliadas. “Não se pode falar de mal-estar em nenhuma das forças aliadas. Existe é uma busca de entendimento. É natural que num processo de negociação, de diálogo, às vezes você tenha processos de contraposição. Mas tenho certeza que a equipe de Dilma Rousseff sairá fortalecida e com um grupo coeso de parlamentares e lideranças políticas dispostas a continuar transformando o País”, frisou Cardozo.

Para o futuro ministro, “o posicionamento que a presidenta Dilma vem tendo é de compor seu governo dentro de uma situação de equilíbrio de forças que lhe permita, primeiro, garantir um excelente equipe conduzindo a sua gestão e, em segundo lugar, a sua sustentação política. Acho que essa missão vem sendo cumprida. É evidente que todo o quadro ainda não está definido, a presidenta irá afirmar os nomes assim que possível, mas tenho certeza que nós teremos uma excelente equipe com uma sustentação forte no Congresso Nacional e na sociedade para conter os desafios do próximo governo”, disse o futuro ministro da Justiça.

Reforma do Código de Processo Penal
O futuro ministro da Justiça afirmou ver “com muito bons olhos” as iniciativas de alteração do Código de Processos Penais que tramitam no Congresso. A declaração foi feita logo após a cerimônia de posse no novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Benjamim Zymler, e de seu vice, o ministro Augusto Nardes, nesta quarta-feira (8), em Brasília, com as presenças do presidente Lula e da presidenta eleita Dilma Rousseff, além do vice-presidente eleito, Michel Temer.
O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (7), em segundo turno, um projeto que faz diversas alterações no código. O projeto, relatado pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES), foi debatido com especialistas e visa acelerar o trâmite dos processos judiciais na área penal. A proposta, chamada de “Novo Código de Processo Penal”, segue agora para a análise da Câmara dos Deputados.
Cardozo classificou de muito importante a modificação da legislação processual. E elogiou não apenas as iniciativas de alteração do Código de Processo Penal, bem como as propostas de alteração para o Código de Processo Civil.
“É evidente que o Ministério da Justiça (MJ) vai se debruçar sobre os textos para que possamos encontrar os ajustes necessários às questões que, harmoniosamente, têm que ser decididas de comum acordo entre o Legislativo e o Executivo e também ouvindo o Poder Judiciário, que tem um papel muito importante nessas horas. Agora, é claro, temos que analisá-las criteriosamente porque códigos, quando eles vêm, vêm para ficar. E nós não podemos errar em um momento que se faz uma Lei dessa envergadura”, alertou o futuro ministro.

Ministério e Polícia Federal
Cardozo revelou que toda a equipe do MJ está sendo avaliada nesse momento. “Nós vamos colocar uma equipe nos valendo de pessoas que lá estavam – isso em todo o ministério - e [também de] pessoas que virão de fora. Eu não tenho ainda nenhuma definição, mas vou procurar formar a equipe mais competente possível para o MJ, inclusive para a Polícia Federal, que eu quero que continue a trajetória republicana, de competência e eficiência que vem demonstrando nos últimos anos.

Fonte:
Portal Brasil



A solidariedade de Lula ao WikiLeaks

December 9, 2010, by Brunna Rosa - 4 comments



Dilma Roussef anuncia dez novos ministros

December 9, 2010, by Brunna Rosa - One comment

A presidenta eleita da República, Dilma Rousseff, convidou nesta quarta-feira (8) dez novos ministros para integrar sua futura equipe de governo: a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que assumirá o Ministério da Pesca e Aquicultura; a deputada Maria do Rosário (PT-RS), que chefiará a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; a jornalista Helena Chagas, ex-diretora de jornalismo da EBC e assessora de Dilma durante a campanha, vai para a chefia da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; e o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT-PR), será o titular do Ministério das Comunicações.

O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) assumirá o Ministério da Previdência Social; o senador Edison Lobão (PMDB-MA) retornará ao Ministério de Minas e Energia; o deputado Pedro Novais (PMDB-MA), vai para o Ministério do Turismo; o ex-deputado Wagner Rossi (PMDB-SP) deverá permanecer à frente do Ministério da Agricultura; o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) voltará ao comando do Ministério dos Transportes; e o ex-governador Moreira Franco (PMDB-RJ), vai chefiar a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE).

Segundo nota divulgada pela equipe de transição, a presidenta eleita determinou a seus novos auxiliares que trabalhem de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e estabilidade econômica, assegurando a melhoria de vida de todos os brasileiros.

 

Veja íntegra da nota.

 

Fonte: 
Portal Brasil



Senado aprova indicação de Alexandre Tombini para presidência do Banco Central

December 8, 2010, by Brunna Rosa - No comments yet

Após uma sabatina de pouco mais de três horas, o Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (7), o diretor de normas do Banco Central, Alexandre Tombini, como novo presidente da autoridade monetária. Escolhido por Dilma Rousseff para o cargo, o economista declarou aos integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) ter recebido da presidente eleita a garantia de que a instituição desfrutará, na gestão dela, de plena autonomia operacional para perseguir os objetivos da política monetária.

De forma mais precisa, Tombini citou o compromisso com uma meta de inflação de 4,5% para os próximos dois anos, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA).

“Julgo importante ressaltar que o compromisso exigido pela presidente eleita, ao me convidar para presidir o BC, é de que essa instituição, sob a minha liderança, caso minha indicação seja aprovada por vossas excelências, persiga de forma incansável e intransigente o cumprimento da missão institucional de assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda”, disse.

Após a sabatina, a CAE aprovou a indicação de Tombini para o cargo por 22 votos favoráveis e um contrário, em votação secreta. Relatada pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP), a mensagem com a indicação havia sido enviada ao Senado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de um acordo com a presidente eleita. Depois de aprovado pela CAE, Tombini passa também pelo exame final do Plenário do Senado.

Funcionário de carreira do BC há 15, Tombini já atuou nas pastas da Fazenda e do Planejamento e na representação do Brasil junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

No início da exposição, o economista considerou sua indicação para o cargo como o reconhecimento da qualidade do corpo técnico do Banco Central e o "ápice de uma aspiração pessoal". Ele acrescentou que irá colocar sua experiência em favor do cumprimento das missões legal e institucional do BC e, em especial, da tarefa de assegurar o poder de compra da moeda.

“A estabilidade do poder de compra de nossa moeda, o real, é uma conquista da sociedade brasileira, e sua manutenção é um desafio permanente, cuja responsabilidade recai sobre todo o governo, principalmente sobre o Banco Central”, destacou.

Tombini salientou que taxas elevadas de inflação têm efeitos nocivos sobre toda a economia, sendo ainda mais "perversos" sobre a renda da população, em particular para os segmentos de baixa renda. Por isso, reforçou que o objetivo primordial da política monetária é manter a inflação em níveis baixos e estáveis. Mais ainda, ele disse que o BC tem que ter "credibilidade" para que a condução da política monetária alcance os objetivos definidos pelo "Conselho Monetário Nacional, o governo e a sociedade".

Crescimento sustentável

Para os horizontes de planejamento das empresas e famílias, destacou Tombini, também é necessário que a inflação continue baixa e estável, no médio e longo prazo. Nesse quadro, observou, há condições para a elevação sustentável dos investimentos, da produção e dos níveis de emprego e da renda. Ou seja, a previsibilidade da inflação em nível baixo e estável é condição para o crescimento sustentável.

“Não há exemplo de país que tenha experimentado período prolongado de crescimento com inflação alta. Pelo contrário, há evidências empíricas de que quanto mais elevada a inflação, também maior será o prejuízo para o crescimento e o nível de emprego por período prolongado”, afirmou.

Tombini lembrou que a própria experiência da economia brasileira ajudou a "refutar o dilema" de que era impossível conciliar crescimento e estabilidade de preços. Nos últimos anos, conforme disse, a inflação foi mantida num patamar baixo e o nível de crescimento médio foi maior quando comparado com o resultado das décadas anteriores de elevada inflação.

Regime de metas

O indicado afirmou que o regime de metas de inflação, política que disse ter tido a "honra de ajudar a implantar", é o instrumento mais adequado para assegurar o poder de compra da moeda.Para ele, o sucesso do regime se deve a três características: a simplicidade, a facilidade de aferição e a transparência. Como assinalou, o regime de metas tem obtido "sucesso inquestionável" para coordenar as expectativas dos agentes econômicos, permitindo absorver "choques" com menores custos para a sociedade.

Disse ainda que a política macroeconômica baseada no controle da inflação, câmbio flutuante e austeridade fiscal tem se mostrado sólida e eficiente. Como assinalou, essa política foi testada na crise financeira de 2008 e contribuiu para que o País fosse um dos últimos a sentir os impactos. Para isso, observou, foram também importantes a qualidade e a eficiência da regulação e supervisão das instituições financeiras.

Agradecimentos

Já tendo agradecido Dilma Rousseff pela escolha de seu nome para dirigir a instituição, Tombini também manifestou gratidão ao atual presidente do BC, Henrique Meirelles, e também ao presidente Lula, pela indicação para integrar a diretoria do banco em 2005.

Fonte: 
Agência Senado



Equipe de transição recebe crianças e adolescentes do encontro "Mudanças Climáticas"

December 7, 2010, by Brunna Rosa - No comments yet

Criancas

 

Crianças e adolescentes que participam do encontro Mudanças climáticas: nossa vida está em jogo! serão recebidos nesta quarta-feira (8) de dezembro, às 10 horas, pela equipe de transição do governo de Dilma Rousseff.

 

O encontro acontecerá no salão oval do Centro Cultural Banco do Brasil.


Na ocasião, o grupo entregará para a equipe da presidente eleita do Brasil uma carta produzida durante o encontro e assinada pelas 35 crianças e adolescentes que participam da atividade, bem como uma das bandeiras confeccionadas durante oficina com o artista plástico Bené Fonteles. Após o encontro, eles seguem para o Congresso Nacional, aonde entregarão a carta e outra bandeira do Brasil aos deputados e senadores.


No material que eles próprios produziram durante o encontro estão as principais preocupações e recomendações dos adolescentes. Por meio de palavras, como amizade, respeito, solidariedade, compromisso, distribuição e harmonia, o grupo levará até ao governo brasileiro suas necessidades locais que, em consenso, também são globais.

 

Do CIMI



Brasil está entre países que mais evoluíram em educação na última década

December 7, 2010, by Brunna Rosa - No comments yet

O Brasil está entre os três países que alcançaram a maior evolução no setor educacional na última década. É o que apontam os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2009, divulgados hoje (7).
A prova é aplicada a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e avalia o conhecimento de estudantes de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências. No ano passado, participaram 65 países.
O Brasil ingressou no Pisa em 2000. Desde então, a média entre as três provas – considerando os resultados em leitura, matemática e ciências - subiu de 368 para 401 pontos. Nesse mesmo período, apenas dois países conseguiram melhorias superiores aos 33 pontos alcançados pelo Brasil: Chile (mais 37 pontos na média) e Luxemburgo (mais 38 pontos). Na média, os países-membros da OCDE ficaram estagnados de 2000 a 2009, sem avanços.
O Brasil estabeleceu metas de melhorias no Pisa, como as que já existem para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para 2009, o objetivo era atingir 395 pontos, o que foi superado. Em 2021, o país precisa alcançar 473 pontos, média dos países da OCDE.
Na avaliação do ministro da Educação, Fernando Haddad, os resultados desmontam a teoria de que o Brasil estaria sempre em defasagem em relação aos países desenvolvidos, já que somente em 2022 atingiria níveis semelhantes na avaliação. “O mundo está estagnado do ponto de vista da qualidade [da educação]. Embora alguns países da OCDE tenham melhorado, outros pioraram e, na média, ficaram estagnados. Em educação sempre há espaço para melhorar, mas o mundo desenvolvido está com dificuldade em fazer a sua média subir”, afirmou.
Para Haddad, o “pior momento” da educação brasileira foi no início da década, entre 2000 e 2001, quando o país ocupou a lanterna noranking do Pisa. Segundo o ministro, essa tendência está revertida e parte dos avanços se deve às mudanças no sistema de avaliação do país, especialmente a criação do Ideb em 2005 que atribui e divulga nota para cada escola pública.“Não tenho dúvida que isso impactou muito favoravelmente, mexeu com a educação no Brasil. Em 2006, quando divulgamos pela primeira vez os resultados por escola, informamos diretores, professores, passamos a fazer formação [de professores]. Estamos só colhendo os resultados dessa percepção de que a aprendizagem estava afastada do cotidiano da escola”, afirma Haddad. O maior crescimento - de 17 pontos - se deu no último triênio (2006-2009), destacou o ministro.
Haddad ressaltou que a escola não pode se ocupar somente dos resultados em avaliações, mas não pode esquecer que está formando alunos que “precisam ter proficiência nas disciplinas básicas. “A educação não se reduz a isso, os testes padronizados são importantes, mas não esgotam a questão. A educação transcende esses testes, mas a avaliação é um elemento que estava faltando na cultura escolar”, apontou.
O relatório da OCDE também destaca a criação do Ideb como ação importante para a melhoria dos resultados e aponta o Brasil como exemplo a ser observado por outros países com baixa proficiência. “O país investiu significativamente mais recursos em educação, aumentando os gastos em instituições de ensino de 4% do PIB [Produto Interno Bruto] em 2005 para 5% em 2009, alocando mais recursos para melhorar o salário dos professores. Também gastou o dinheiro de forma mais equitativa do que no passado. Recursos federais agora são direcionados para os estados mais pobres, dando às escolas recursos comparáveis aos que são disponibilizados nos mais ricos”, diz o relatório, em referência ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), criado em 2006.



Dilma: Meu compromisso é acabar com a pobreza extrema no Brasil

December 6, 2010, by Brunna Rosa - No comments yet

A presidenta eleita do Brasil Dilma Roussef concedeu, neste domingo (5), uma entrevista exclusiva ao jornal americano The Washington Post, um dos mais prestigiados do mundo. Foi a primeira entrevista concedida por Dilma a um veículo impresso desde a eleição.

Ela foi entrevista por Lally Weymouth, editor sênior da publicação, e falou do seu posicionamento sobre o Irã e das relações bilaterais com os Estados Unidos (leia a íntegra da entrevista original em inglês).

Dilma também respondeu a perguntas sobre a guerra cambial internacional, com a desvalorização artificial de moedas como o dólar e o yuan chinês; política econômica brasileira e administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por fim, Dilma falou sobre seus planos e prioridades para o Brasil dos próximos quatro anos e explicou o que significa para ela ser a primeira mulher presidenta do País.

A seguir alguns trechos da entrevista:

Washington Post: Ter sido uma prisioneira política deu à senhora mais simpatia por outro prisioneiro político?

Dilma Rousseff - Não há dúvidas disso. Devido ao fato de que experimentei pessoalmente a situação de [ser] uma prisioneira política, tenho um compromisso histórico com todos aqueles que foram ou são prisioneiros unicamente porque expressaram seus pontos de vista, suas opiniões públicas, suas próprias opiniões.

WP - Então, isso irá afetar sua política em relação ao Irã, por exemplo? Por que o Brasil está apoiando um país que permite o apedrejamento de pessoas e aprisiona jornalistas?

DR - Creio que é necessário que façamos uma diferenciação sobre o que entendemos quando nos referimos ao Irã. Eu considero importante a estratégia de construção da paz no Oriente Médio. O que estamos vendo no Oriente Médio é a bancarrota da política – da política de guerra.

Estamos falando sobre o Afeganistão e o desastre da invasão do Iraque. Nós não conseguimos construir a paz, nem conseguimos resolver os problemas do Iraque. O Iraque está hoje em guerra civil. Todos os dias soldados dos dois lados morrem. Tentar construir a paz sem tem quer ir à guerra é o melhor caminho. Eu não endosso o apedrejamento. Eu não concordo com as práticas que têm características medievais para as mulheres.

WP - Brasil se absteve de votar em uma recente resolução de Direitos Humanos?

DR – Eu [ainda] não sou presidente do Brasil, mas me sentiria desconfortável com uma mulher presidenta eleita se não dissesse nada contra o apedrejamento. Minha posição não vai mudar quando estiver atuando. Eu não concordo com o voto do Brasil. Essa não é minha posição.

Relação Brasil-Iran e Brasil-EUA

DR – Considero o relacionamento com os Estados Unidos muito importante para o Brasil. Eu vou tentar estreitar os laços com os Estados Unidos. Eu tive grande admiração pela eleição do presidente Obama.

Acredito que os Estados Unidos tem uma grande contribuição para dar ao mundo. E, acima de tudo, acredito que Brasil e Estados Unidos têm um trabalho a ser realizado em conjunto no mundo. Por exemplo, temos um grande potencial para trabalhar juntos na África, porque na África nós podemos construir um relação que torne possível a disponibilização de tecnologias para a agricultura, produção de biocombustíveis e ajuda humanitária em diversos campos.

Guerra mundial do câmbio:

DR – A política de desvalorização do dólar tem efeitos em nosso comércio exterior e também na desvalorização de nossas reservas cambiais, que são em dólar. Para nós, uma política de enfraquecimento do dólar não é compatível com o papel dos Estados Unidos, devido ao fato de a moeda americana servir como uma reserva internacional. E uma política de desvalorização sistemática do dólar pode provocar reações de protecionismo, que nunca é uma boa política a ser seguida.

Política econômica:

DR – Não há jeito de cortar as taxas de juros sem reduzir déficit fiscal. Estamos alerta. Nós temos um objetivo na cabeça: que nossas taxas de juros sejam convergentes com as internacionais. Para conseguir chegar lá, uma das questões de maior importância é reduzir a dívida pública. Outra questão importante é melhorar a competitividade dos setores industriais e agrícolas. Também é muito importante que o Brasil racionalize seu sistema de impostos.

WP - Para puxar os juros para baixo é necessário cortar as despesas ou aumentar a poupança domé stica.

DR - Não se pode esquecer do crescimento econômico. Temos que combinar diversos fatores.

WP - Qual o seu plano?

DR - Meu plano é continuar a trajetória que nós seguimos até hoje. Nós conseguimos reduzir nossa dívida de 60% para abaixo de 42%. Nosso objetivo é alcançar 30% de nosso PIB. Eu preciso racionalizar meus gastos e, ao mesmo tempo, ter um aumento de nosso Produto Interno Bruto (PIB), que vai levar o País para frente.

Sobre a Administração Lula:

WP - A senhora é próxima do presidente Lula. A senhora vai apenas continuar a administração dele?

DR - Eu acredito que minha administração vai ser diferente da do presidente Lula. A administração do presidente Lula, [da qual] eu fiz parte, construiu a base para que eu possa avançar. Não irei repetir sua administração porque a situação no País hoje é muito melhor do que em 2002. Existem programas em curso no governo que eu ajudei a desenvolver, como o Minha Casa, Minha Vida...

Meus desafios são outros. Terei que resolver questões como a qualidade da saúde pública no Brasil. Eu terei que criar soluções que a questão da segurança pública.

Infraestrutura:

DR – O Brasil ficou mais de 30 anos sem investir em infraestrutura. A administração de Lula começou a mudar isso. Eu tenho que resolver a questão das estradas, da malha ferroviária, das rodovias, dos portos e dos aeroportos. Mas existe uma boa notícia: nós descobrimos petróleo em águas profundas.

WP - A senhora está sugerindo que a descoberta irá financiar a infraestrutura?

DR - Nós criamos um fundo social em que uma parte dos recursos provenientes do óleo encontrado vai ser investido em Educação, Saúde, ciência e tecnologia.

Copa do Mundo:

WP - A senhora tem que preparar o País para o Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

DR - Sim, mas eu também um outro compromisso, que é o de acabar com a pobreza extrema no Brasil. Nós temos ainda 14 milhões na pobreza. Este é o meu maior desafio.

WP - Todos os homens de negócios que encontrei em São Paulo disseram que precisam estar muito bem preparados para encontrar com a senhora, porque a senhora está familiarizada com a maioria dos projetos.

DR - Sim, isso é verdade. Eu acho que isso é uma característica feminina. Nós gostamos dos detalhes. Eles não.

WP - O que significa para a senhora ser a primeira mulher presidente do Brasil?

DR - Ainda penso que é surpreendente.

WP - Quando a senhora decidiu que queria ser presidente?

DR - Isso foi um processo. Não há data. Eu comecei trabalhando com o presidente Lula e ele começou a me dar algumas sugestões para eu chegar a presidente, mas ele não era claro no começo. Isso foi uma grande honra para mim, mas eu não esperava por isso.

WP - A senhora recentemente lutou contra o câncer.

DR - Sim, mas eu acredito ter conseguido lidar bem com ele. As pessoas têm que saber que o câncer pode ser curado. Quanto mais cedo ele é descoberto, maiores são as possibilidade de uma cura. É por isso que a prevenção é importante.

Eu acredito que o Brasil está preparado para eleger uma mulher. Por que? Porque a mulheres brasileiras atingiram esse estado. Eu não chegaria aqui por mim mesma, pelo meus próprios méritos. Nós somos a maioria aqui nesse País.

Fonte: 
The Washington Post