Por Com Texto Livre
A frase aí em cima, um ditado gaúcho muito citado por meu avô, define bem o que esperar do noticiário neste mês final de campanha, com a parada quase perdida para as forças da direita.
É o caso da matéria publicada hoje, pelo jornal O Globo, sem sequer uma fonte expressamente citada, especulando como seria uma eventual reforma previdenciária num futuro Governo Dilma.
Qualquer pessoa de bom-senso vai verificar que, nesta reta final de campanha, Dilma e sua equipe mais próxima pode estar pensando em tudo, menos em detalhar planos de Governo. Se alguém, em alguma área da administração, o e está fazendo, está fazendo por conta própria. Aliás, ontem, Dilma teve de dar entrevista para dizer que quem andar se assanhando para responder por algo em um futuro governo seu está absolutamente desautorizado.
Claro, porém, que a direita – que só bateu palmas para as reformas previdenciárias de FHC, inclusive com aquela do “aposentado vagabundo” – agora posa de defensora dos aposentados. Se a Previdência precisa de reformas, isso é tarefa do próximo Governo e dependerá muito do Congresso a ser eleito.
Se conseguirmos construir um núcleo trabalhista sólido, com os vários partidos de esquerda, Dilma terá condições de negociar uma reforma que não prejudique os trabalhadores, acabe com os ralos de corrupção que ainda existem na Previdência mas, sobretudo, aposte no que é mais eficar para que o déficit previdenciário seja extinto, que é a formalização crescente das relações de trabalho.
Quem avançar o sinal, querendo definir uma agenda para Dilma, já está avisado: vai cair do cavalo.
Ainda mais se usar O Globo como cavalo.
By: Tijolaço


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