<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Alexandra Peixoto's contents tagged with "Soberania alimentar"</title><link>http://dilmanarede.com.br/alexandrapeixoto</link><description>Alexandra Peixoto's contents tagged with "Soberania alimentar"</description><item><title>FSM 2011 -  Lula: 'A história não acabou e o Consenso de Washington fracassou'</title><description>&lt;p&gt;::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8PFKT4n-O1s/TVNCkNERCqI/AAAAAAAACcg/6qiYZCJhjWQ/s1600/lula%2Bpac%2Bcomplexo%2Bdo%2Balem%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-8PFKT4n-O1s/TVNCkNERCqI/AAAAAAAACcg/6qiYZCJhjWQ/s400/lula%2Bpac%2Bcomplexo%2Bdo%2Balem%25C3%25A3o.jpg" border="0" alt="" style="cursor: pointer; width: 400px; height: 195px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: #990000;"&gt;[foto  tirada no Complexo do Alemão, durante entrega de unidades do Minha Casa  Minha Vida]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="chapeu" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;FSM 2011&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="titulo" style="font-weight: bold; color: #990000;"&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;Lula: 'A história não acabou e o Consenso  de  Washington fracassou'&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="linhafina" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;No discurso proferido no Fórum Social  Mundial 2011, em Dakar, o  ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da  Silva destacou que, nos  últimos dez anos, muitos dogmas foram quebrados.  “Aqueles que pregavam o  “fim da história” assistem hoje o movimento  irresistível dessa  história que acreditavam morta. É o que se vê na  América do Sul, na  África, mas sobretudo nas ruas de Túnis e do Cairo e  de tantas outras  cidades africanas onde renasce a esperança de um mundo  novo”. No mundo  todo, acrescentou Lula, é cada vez mais forte a  consciência de que  fracassou o chamado “Consenso de Washington”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="headline-link"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: #990000;"&gt;Da Redação de Carta  Maior&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="headline-link"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Publicamos a seguir a íntegra do discurso do   ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, proferido dia 7 de   fevereiro, em Dakar, no Fórum Social Mundial 2011:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: 130%;"&gt;É com grande emoção que  venho ao Senegal para participar, uma vez mais,  do Fórum Social  Mundial. Nessas reuniões, que congregam ativistas e  militantes sociais  de todo o planeta, marcamos nosso encontro com  utopias, que muitos  pensavam acabadas. No Fórum nos juntamos para  reafirmar que um novo  mundo é necessário e possível. Esse foi o sonho  que acalentamos pela  primeira vez em Porto Alegre há quase dez anos.  Esse é sonho que não  vamos abandonar nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago a Dacar a  mensagem amiga de quem  foi, por oito anos,  presidente de um país que  possui a segunda maior  comunidade negra do mundo, depois da Nigéria.  Somos quase 80 milhões de  afrodescendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago a Dacar a  palavra franca de um profundo  admirador desse continente extraordinário,  berço da humanidade, e que  está presente na forma de sentir e de agir  de brasileiros,  latino-americanos, caribenhos, norte-americanos,  europeus e asiáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos  29 países africanos que visitei como  Presidente, comprovei a  vitalidade com que esse continente irmão se  afirma como senhor de seu  destino, respeitando a diversidade e a  pluralidade étnica e cultural de   seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ingerências  externas, a África pode  construir seu desenvolvimento econômico e  social, sua democracia e sua  inserção soberana no mundo.&lt;br /&gt;Com seus  800 milhões de habitantes e seu  imenso e rico território, a África tem  um futuro extraordinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse  futuro não é uma miragem. Ele  está chegando nos dias de hoje. No  entanto, pode e deve ser acelerado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A  história não terminou&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos  últimos dez anos muitos dogmas  foram quebrados. Aqueles que pregavam o  “fim da história” assistem hoje o  movimento irresistível dessa  história que acreditavam morta. É o que se  vê na América do Sul, na  África, mas sobretudo nas ruas de Tunis e do  Cairo e de tantas outras  cidades africanas onde renasce a esperança de  um mundo novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões  de homens e mulheres se puseram em  movimento. Contra a pobreza a que  são submetidos. Contra a dominação dos  tiranos. Contra a submissão de  seus países à política das grandes  potências. Contra a tentativa de  marginalizá-los por sua condição  étnica, por seus valores nacionais,  por suas opções religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  meu continente e no mundo todo é  cada vez mais forte a consciência de  que fracassou o chamado “Consenso  de Washington”. Aqueles que, com  arrogância, nos davam lições sobre  como gerir nossas economias não foram  capazes de evitar a crise que  atingiu seus próprios países e o conjunto  da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante  muito tempo, os países ricos nos viram  apenas como uma periferia  distante, problemática, quando não perigosa.  Hoje somos parte  essencial, incontornável, da solução da maior crise  econômica das  últimas décadas. Uma crise que não criamos. Que nasceu no  centro do  capitalismo mundial, por obra da anarquia dos mercados e da   irresponsabilidade de governantes que não souberam ou não quiseram   regulá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a quebra de bancos, financeiras e empresas   ruíram também dogmas que por muitos anos eram aceitos e propalados   passivamente por nossas elites. Ao contrário do que se difundia, a   pobreza e a exclusão não são inerentes às sociedades humanas. Tampouco   são inevitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até recentemente predominava a tese – nem   sempre de forma explicita - de que o desenvolvimento só era possível   para uma parcela da população.&lt;br /&gt;Os que estavam alijados da produção,   do mercado e da cidadania eram vistos como empecilhos ao crescimento   econômico, como elementos disfuncionais. Qualquer esforço para enfrentar   a pobreza e a desigualdade era visto - e até hoje o é por alguns -  como  “assistencialismo” ou “populismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões de homens e  mulheres  eram tidos como um estorvo e não como importante ativo para  construir  nações prósperas, livres, democráticas e soberanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  história  está se encarregando de desmentir essas falsas teorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O   mercado já não é uma panacéia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente já não vigoram as   teses do Estado mínimo, sem presença reguladora forte.  O mercado já  não  é uma panacéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao buscar alternativas políticas e   ideológicas para o momento em que vivemos, não podemos sucumbir à   tentação de substituir o neoliberalismo falido por um nacionalismo   primitivo, conservador e autoritário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a agenda da   direita européia e norte-americana, que utiliza os imigrantes como bodes   expiatórios, corrói o Estado de bem-estar e investe contra os direitos   dos trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que atuar de maneira distinta. O  momento  é propício para resgatar as melhores tradições revolucionárias e   humanistas dos grandes líderes da libertação africana, que formaram   gerações de intelectuais e ativistas políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso não   apenas por convicção moral e política, mas também com base na vitoriosa   experiência pratica do Brasil nos últimos 8 anos. De um país que não  tem  a pretensão de ditar modelos para ninguém – e que sempre deseja   aprender com a dignidade e a sabedoria dos povos irmãos. Nosso êxito   pode servir de estimulo à construção de um caminho alternativo para   outras nações, na busca do desenvolvimento sustentável com igualdade   social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 2003, o Brasil resgatou sua soberania   política e econômica, afastou-se com determinação do neoliberalismo e   adotou um novo projeto de desenvolvimento, que nos permitiu dar um   verdadeiro salto histórico, distribuindo renda, conhecimento e poder.   Nesse período, tiramos 28 milhões de pessoas da linha da pobreza e   elevamos outras 38 milhões à classe média, no maior processo de   mobilidade social de nossa história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saldamos grande parte da   nossa dívida social e, ao mesmo tempo, pavimentamos o caminho do país   rumo ao futuro, inclusive em termos científico e tecnológico. Basta   dizer, a título de exemplo, que geramos 15 milhões de novos empregos   formais, alcançamos o maior salário mínimo dos últimos 40 anos, levamos   energia elétrica às populações mais longínquas do país, promovemos uma   verdadeira revolução produtiva na agricultura familiar, garantimos o   acesso de quase 1 milhão de jovens pobres ao ensino superior, dobramos o   número de vagas nas universidades públicas, e tudo isso acompanhado de   uma sólida política ambiental que criou 74% das novas florestas   protegidas do planeta na década passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crescer com inclusão   social e distribuição de renda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provamos, na prática, que não   só é possível crescer com inclusão social e distribuição de renda, mas   que esta é a maneira mais consistente e duradoura de crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  o  que é mais importante: nesses 8 anos, a democracia brasileira se   fortaleceu e é cada vez mais participativa, com as conferências   nacionais, os conselhos de políticas publicas e as mesas de negociação   com a sociedade civil organizada, que teve papel decisivo nessas grandes   transformações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho certeza que o governo liderado pela   companheira Dilma Rousseff, além de consolidar as nossas conquistas,   poderá fazer mais e melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Companheiras e companheiros, as   forças democráticas e populares estão diante de uma gigantesca tarefa   histórica em escala global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos aprofundar o debate sobre a   crise e construir alternativas. Temos que fazer dos ideais de  igualdade  e justiça uma agenda progressista capaz de ser realizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma   atitude de independência intelectual e política é necessária para que a   África tome consciência de sua força e da necessidade de construir um   projeto de desenvolvimento próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidariedade é   fundamental entre os estados africanos. Nenhum país é grande ou poderoso   o suficiente para isolar-se dos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora de colocar o   tema do desenvolvimento e da democracia no centro da agenda africana e   internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ordem econômica mundial não será mais moldada   por algumas poucas economias dominantes. Sem os países em   desenvolvimento não será possível a abertura de um novo ciclo de   expansão mundial, que combine crescimento, combate à fome e à pobreza,   redução das desigualdades sociais e preservação ambiental, com ampliação   das liberdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente incorporar à cidadania milhões de   africanos pobres, o que será também um poderoso instrumento para   superação da crise internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A África precisa forjar sua   independência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a África precisa, sobretudo, forjar sua   independência em matéria de produção de alimentos. Este continente   precisa cortar, de uma vez por todas, os laços de dependência com as   antigas e novas potências coloniais. Não há soberania efetiva sem   segurança alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem transposição de modelos, estou   convencido de que a África tem todas as condições de trilhar um caminho   análogo ao do Brasil, promovendo uma revolução em sua agricultura. A   savana africana se espalha por mais de 25 países com condições ideais   para alimentar a população deste continente e de permitir que muitos de   seus países se tornem importantes atores no mercado agrícola   internacional. Atualmente, dos 400 milhões de hectares da savana   africana apenas 10% são cultivados. Mesmo assim, sustenta um quarto de   todos dos agricultores do continente. Imaginem a geração de trabalho e   renda se esse potencial fosse melhor aproveitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até os anos   70, o cerrado brasileiro era considerado um verdadeiro “deserto verde”,   sem condições de sustentar uma agricultura produtiva. Graças à atuação   do Estado brasileiro no fomento à pesquisa agropecuária e na criação de   políticas agrícolas voltadas para a agricultura, estas e outras  regiões  brasileiras se transformaram não apenas num grande celeiro para  o mundo,  mas, sobretudo, viabilizou a política de erradicação da fome  no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  recursos necessários para superar a fome e a pobreza  no mundo não são  pequenos. Mas são muito menores do que o total  utilizado para resgatar  bancos e instituições financeiras falidas na  recente crise financeira  internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inexplicavelmente, o  combate à fome continua à  margem da ação coletiva dos governos. É como  se a fome fosse invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  sistema multilateral de comércio  precisa livrar-se dos vergonhosos  subsídios agrícolas dos países ricos.  Eles sabotam a incipiente  agricultura dos países mais pobres. Cancelam  suas esperanças de fazer  dela uma ponte para o desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  mundo não terá êxito no  combate à fome se não mudarmos radicalmente os  padrões da cooperação  internacional. É preciso virar a página dos  modelos impostos de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não  faz sentido que o FMI e o Banco  Mundial imponham ajustes estruturais  que inviabilizem as políticas  públicas de estímulo à agricultura dos  países mais pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não  podemos desperdiçar as experiências  acumuladas nos próprios países  beneficiários. Mais do que de ajuda, a  África precisa é de  oportunidades para crescer e distribuir renda. Este  continente tem  vasto potencial natural e humano e instituições regionais  sólidas, como  a Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (NEPAD) e  o Programa  Abrangente paro Desenvolvimento Agrícola Africano (CAADP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas   amigas e meus amigos, a segurança internacional tampouco poderá ser   tratada como atribuição exclusiva de um punhado de grandes potências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecemos   os horrores e os sofrimentos produzidos por todas as guerras. Os   conflitos armados são uma afronta à racionalidade humana.&lt;br /&gt;É   inadmissível invocar o nome de Deus para justificá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É   inaceitável justificar a agressão como medida preventiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É   intolerável transformar a diferença entre as civilizações em motivo de   conflitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A promoção de uma cultura de paz é um dever de todos   nós.  Construí-la requer persistência e vigilância. Exige mais do que   dar um adeus às armas. Não haverá paz verdadeira enquanto não forem   enfrentadas as raízes profundas dos conflitos, enquanto houver fome,   desigualdade, desemprego. Mas também enquanto persistir a intolerância   étnica, religiosa, cultural e ideológica. Enquanto a maioria dos povos   do sul do mundo for cotidianamente humilhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas   africanos -- embora mereçam a atenção de toda a comunidade internacional   – devem ser resolvidos essencialmente nos foros regionais africanos,   dissociados de interesses das antigas metrópoles. Foi a dominação   colonial passada que gerou grande parte desses conflitos.&lt;br /&gt;A paz no   plano doméstico é tão importante quanto a ausência de guerras entre as   nações. Com livre e intensa participação da sociedade civil, é   fundamental levar adiante um conjunto de políticas voltadas para os   setores menos favorecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A falência da política externa das   grandes potências&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os eventos que sacodem o norte da África   mostram como sociedades até há pouco sem esperança e sem futuro, onde   vicejavam a pobreza e a exclusão social, alimentaram grandes movimentos   de transformação social e política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puseram a nu, igualmente, a   falência da política externa das grandes potências para a região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A   solução para a crise no Oriente Médio, cujos efeitos incidem   diretamente sobre toda a África, requer novas políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É   fundamental avançar rapidamente na criação de um Estado palestino que   seja economicamente viável, socialmente integrado e que possa conviver   em Paz com Israel. A experiência brasileira de abrigar grandes   comunidades árabe e judaica em convivência harmoniosa desmente as teses   conservadoras e racistas sobre a inevitabilidade do “choque de   civilizações”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a convicção de que, no momento em que se   está gestando um sistema internacional mais justo e solidário, a África e   o mundo em desenvolvimento têm mais relevância do que nunca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este   é o momento para que a comunidade internacional escolha. De um lado,   está a ampliação dos conflitos, o aprofundamento das desigualdades e a   erosão do Estado de Direito. De outro, a possibilidade de renovar as   instituições multilaterais dedicadas à promoção da paz, da prosperidade e   dos direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que os países em desenvolvimento   estiveram unidos, com forte apoio dos trabalhadores e movimentos sociais   e populares, trilhamos o caminho da vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas amigas e   meus amigos, tenho bem viva na memória a visita que fiz ao Senegal em   2005. Recordo o impacto que me causou a visita à Ilha de Gorée. Dalí   saíram muitos africanos, escravizados, rumo ao Brasil. Durante quatro   séculos, esses imigrantes forçados e seus descendentes imprimiram sua   marca no modo de ser dos brasileiros, ajudando a construir a rica   diversidade de meu país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pedi, em nome do povo brasileiro,   perdão aos africanos por essa dívida histórica. A melhor maneira de   repará-la é lutar para que a África tenha verdadeiras oportunidades de   desenvolvimento, fazendo deste continente um dos mais prósperos e justos   do século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="texto"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17400"&gt;Carta  Maior&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;::&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 09 Feb 2011 23:06:36 -0300</pubDate><link>http://dilmanarede.com.br/alexandrapeixoto/boca-no-trombone/fsm-2011-lula-a-historia-nao-acabou-e-o-consenso-de-washington-fracassou</link><guid>http://dilmanarede.com.br/alexandrapeixoto/boca-no-trombone/fsm-2011-lula-a-historia-nao-acabou-e-o-consenso-de-washington-fracassou</guid></item></channel></rss>