Em 2011, o Rio de Janeiro vai ganhar um dos mais modernos centros de diagnósticos público por imagem do país. A gestão Sérgio Cabral está transformando um terreno no Centro em uma clínica que será responsável por realizar mais de 270 mil exames por ano.  Ainda em construção, o prédio de dois andares localizado na Avenida Presidente Vargas, diante da Central do Brasil, será o Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) do governo do estado. Na unidade, os pacientes poderão fazer diversos tipos de exames, desde radiografias até ressonâncias magnéticas, passando por tomografias computadorizadas, mamografias e biópsias. Todos os exames serão oferecidos gratuitamente para a população fluminense.

A médica radiologista Ana Lúcia das Neves é a coordenadora do Programa Rio Imagem. Foto: Cris Isidoro

Assim como nas clínicas e laboratórios particulares, os pacientes poderão ligar para a central telefônica do CDI para marcar a realização de seu exame em qualquer dia da semana, pois o serviço funcionará inclusive nos fins de semana, sábado e domingo.

- O Centro foi criado exatamente para atender a todos, inclusive os trabalhadores, e está localizado numa região privilegiada. Se pode chegar a pé, de ônibus, metrô ou trem – diz a coordenadora do Programa Rio Imagem, a médica radiologista Ana Lúcia das Neves.

Atualmente, sete hospitais da rede estadual (Adão Pereira Nunes, Getúlio Vargas, Pedro II, Albert Schweitzer, Alberto Torres, Azevedo Lima e Rocha Faria) têm tomógrafo e apenas um (Adão Pereira Nunes) possui aparelho de ressonância. Com o CDI e os serviços móveis de ressonância e tomografia já em operação, a realização de exames será ampliada. O Centro contará com dois equipamentos de ressonância e dois tomógrafos, além de quatro aparelhos para ecocardiograma, dois para mamografia, cinco para ultrassonografia e cinco de raios-x.

O Centro também se tornará um polo de ensino e pesquisa para capacitação de profissionais da área de saúde e estudo de um banco de dados epidemiológicos que será elaborado a partir do perfil dos pacientes atendidos. O CDI vai ter ainda uma central de laudos que vai dar apoio às unidades da rede por meio da telerradiologia.  Um hospital do interior ou uma UPA, por exemplo, pode enviar um exame para uma equipe do centro analisar e transmitir o laudo por e-mail ou dar uma consultoria por telefone.