Rio de Janeiro: Movimento negro reafirma apoio à candidatura de Dilma
October 29, 2010 - No comments yet
Será realizado hoje (26), no Rio de Janeiro, na Faculdade Cândido Mendes, centro da capital do Rio de Janeiro, às 19h, um ato político em apoio à candidatura de Dilma Rousseff. Organizado pela Comissão Nacional Suprapartidária para o Brasil Seguir Promovendo a Igualdade Racial, o evento contará com a presença de artistas, intelectuais e lideranças do movimento negro, entre outros. Durante ato, apresentarão o manifesto exigindo mais ações do governo em políticas voltadas para melhorias das comunidades negras do Brasil.
Centenas de representantes do movimento negro, bem como simpatizantes, artistas, entre outros, já assinaram o manifesto. Empenhados na eleição da postulante ao maior cargo político do país, as entidades consideram o ato, como prova da reafirmação dos compromissos firmado por Dilma durante o Encontro Nacional de Negros e Negras, realizado em Brasília, em junho de 2009.
No programa de TV apresentado no último dia (20/10), Dilma apresentou parte da plataforma política que adotará e comentou sobre a vigência do estatuto. “Quero comemorar a entrada em vigor do Estatuto da Igualdade Racial, uma grande conquista não só dos movimentos negros, mas de toda população, mais um avanço para o Brasil, belo e mestiço”, comemorou. Dilma também lembrou que no Brasil dos últimos anos não há lugar para o ódio, o que prevalece são novas conquistas. E ressaltou ainda que “O estatuto representa uma vitória de lutas contra as desigualdades. A vitória de um Brasil que estamos construindo juntos,” finalizou.
Assine o manifesto: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7288
CARTA ABERTA AOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DO BRASIL
October 29, 2010 - One commentMeus colegas e minhas colegas profissionais de Enfermagem do Brasil,
Estamos em um dos momentos mais importantes para a democracia brasileira: a escolha do Presidente da República. No dia 31 de outubro de 2010, teremos a oportunidade de optarmos pela certeza das grandes mudanças implementadas pelo governo do Presidente Lula ou retornarmos ao antigo projeto do PSDB, do governo Fernando Henrique Cardoso, que não deixou saudades aos trabalhadores do Brasil. Dar sequência ao projeto de desenvolvimento do País, colocado em curso pelo Presidente Lula, é uma necessidade que deve ser aprovado por todos aqueles que desejam um País soberano, com desenvolvimento econômico e social crescente. Governo que incluiu mais de 30 milhões de brasileiros nas camadas médias da sociedade, garantindo renda mínima para aqueles que viviam abaixo da linha de pobreza, tornando-os consumidores. A política de recuperação e valorização do salário mínimo, a realização de vários concursos públicos e a melhoria dos salários dos servidores públicos, são provas inequívocas dos compromissos do governo do Presidente Lula com os trabalhadores do Brasil.
Na área de saúde muito foi feito, como a ampliação do Programa de Saúde da Família (PSF), a criação do SAMU, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), a Farmácia Popular, dentre outros programas governamentais não menos importantes. Porém, muito há por fazer. A regulamentação da Emenda Constitucional 29 e o fortalecimento do SUS são pontos importantes que constam do programa do futuro governo, que vão impactar positivamente na melhoria das ações e serviços de saúde.
A candidata Dilma Roussef vai dar continuidade ao governo do Presidente Lula e, em carta datada de 13 de outubro de 2010, dirigida aos profissionais de Enfermagem, assume o compromisso com a aprovação do PL 2295/00, que regulamenta a jornada de trabalho para os profissionais de Enfermagem em 30 horas semanais, bem como apóia a luta da Enfermagem pela visibilidade e valorização profissional.
A jornada de 30 horas para a Enfermagem já foi aprovada pelo Congresso Nacional no ano de 1995 e vetada pelo governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que tinha como um dos seus maiores colaboradores o atual candidato José Serra, ambos sucumbindo às pressões do setor privado da área de saúde. Os tucanos poderiam ter garantido esta importante conquista para a Enfermagem brasileira e não o fizeram. Preferiram assumir a posição dos empresários da saúde.
Para garantirmos a jornada de 30 horas para a Enfermagem e para o Brasil continuar avançando é preciso elegermos Dilma Roussef. Presidente, no dia 31 de outubro.
MANOEL CARLOS NERI DA SILVA
Enfermeiro, Presidente do Conselho Federal de Enfermagem
Depoimento do Nelson Rodrigues
October 27, 2010 - No comments yet
1 - Irrefutável avanço social a partir das transferências de renda à maioria da população pobre, por meio das correções do salário mínimo de acordo com a inflação ou acima, que desencadeou inúmeros outros ajustes na renumeração do trabalho com referência no salário mínimo, além do bolsa família para 13 milhões de famílias.
2 – Este avanço, além de justíssimo para a inclusão social e conquista de cidadania, elevando o poder de compra, a qualidade de vida e vida e de Saúde, retomou uma política de Estado que foi paralisada desde o golpe militar de 1.964, que era desenvolver o mercado interno de bens e serviços enquanto estratégia inabdicável do desenvolvimento nacional, com novos patamares de produção para melhor enfrentamento do complexo mercado externo e das crises econômico - financeiras internas e externas. Esta foi a real e grande diferença com os governos anteriores.
3- Estou certo de que o conjunto das forças sociais e políticas em torno da candidatura Dilma, são bem mais sensíveis para o fato de que as políticas públicas vinculadas aos direitos básicos humanos constantes na Carta das Nações Unidas e em nossa Constituição Federal – Saúde, Educação, Previdência e Assistência Social, Segurança Pública, e outros – devam ser realizadas por meio de sistemas públicos de oferta universal de serviços como acontece nas sociedades mais desenvolvidas e de processo civilizatório mais avançado.
4- Sabem que estas sociedades e seus Estados formulam e controlam conjuntamente estes sistemas públicos, que passam a ter a preferência e opção de 90% em média de toda a sociedade, devido à sua acessibilidade, qualidade e eficiência. São os sistemas públicos que vão do Canadá ao Japão e outros países do oriente, passando pelos países europeus, que historicamente aprenderam que o mercado se refere somente aos direitos dos consumidores, e que para a assunção dos direitos humanos e de cidadania, somente os Estados democráticos e sob controle democrático permanente, estão obrigados, permanecendo o mercado na Saúde em caráter suplementar.
5- Estou certo, finalmente, que será no seio desse conjunto de forças sociais e políticas da candidatura Dilma, e não dos governos dos anos 90, que haverá espaços para a superação da herança chocantemente anti - social, anti – cidadã e anti – Estado democrático, que é a hegemonia do mercado e das variadas e perversas formas de terceirizações privatizantes anti – públicas e até pré – republicanas, entranhadas nos respectivos sistemas públicos, inclusive às custas de polpudas renuncias fiscais e outros subsídios públicos.
Médico – Sanitarista, diretor do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde- CEBES, ex- Secretario Municipal e Estadual de Saúde e ex- Secretario Executivo do Conselho Nacional de Saúde.






