A grande imprensa e a intolerância de classe
December 3, 2010 - No comments yet

Temos assistido nos últimos dias nos canais de televisão e nas mídias em geral, que o "terror" está instalado no Rio de Janeiro. Bem, em se tratando de Grande Imprensa, não tem nada de novo no ar, até porque já assistimos por diversas vezes esses mesmos tipos reportagens. Ela vive do sensacionalismo burguês e com isso consegue de fato relatar e realizar o terror e pânico que se não existia, passa a existir, pois tudo que um político, "bandido" e polícia querem é aparecer nos jornais e televisão como manchete, obviamente isto se torna lucrativo e atrativo para as redes de comunicação de massa.
O que a Grande Imprensa ganha com isso?
1º Vender a idéia do caos, criar pânico e colar o olho de todo mundo na telinha, como se o Brasil estivesse desabando;
2º Fazer a disputa política, ou seja, impor sua posição sobre o acontecido;
3º Orientar o que ela considera ser certo em detrimento da posição do estado e opinião da população;
4º Estimular o ódio de classe: Guerra entre Ricos x Pobres. Pois assim se vende mais jornais, revistas e tem mais audiência nos telejornais.
Você já parou para analisar, quantas pessoas ficaram grudadas na televisão, somente ontem durante os telejornais, só para assistir as cenas dos policiais contra bandidos, entrevistas dos “especialistas em segurança”, opinião do editorial do jornal, anônimos chorando, crianças correndo agarradas com os pais, etc?
Pois então, passe a fazer uma leitura mais crítica da Grande Imprensa, e observe que ela tem um papel extremamente negativo nesse processo. Chegando até ser criticada pelo próprio comando operacional da polícia, por divulgar imagens estratégicas da operação.
Existe uma parcela da população, principalmente da classe média alta e elite, que influenciada pela grande imprensa, possui uma intolerância e ódio que chega a dar nojo. Acham que é só chamar o Capitão Nascimento e os problemas da criminalidade no RJ e do Brasil estão resolvidos.
Ledo engano, se exterminar resolvesse alguma coisa a “lei da pena de morte” já teria solucionado todos esses problemas nos EUA, o que não é o caso, e olha que lá(EUA) a pena de morte é oficializada, aqui não. Ou seja, aqui mata-se sem direito algum. Como diria o compositor Marcelo Yuka: "...Era só mais uma dura, resquício de ditadura, mostrando a mentalidade, De quem se sente autoridade, nesse Tribunal de Rua...".
É muito fácil chamar a polícia e meter tiro em todo mundo e depois fechar os olhos as mazelas das zonas periféricas, como se tudo tivesse sido resolvido com a matança generalizada. Daí, vamos todos para nossas casas, uns para os condomínios de luxo e outros para os morros, vivendo felizes para sempre, como se não fossem vizinhos e jamais se encontrassem no dia-a-dia.
Não defendo a criminalidade em hipótese alguma, muito pelo contrário, defendo penas duras para quem mata. Mas há de convir que o estado tem um papel muito maior do que entrar em favela atirando. Até mesmo a própria sociedade tem um papel fundamental nisso tudo, ela é a principal articuladora de movimentos para que este cenário se acabe.
Pergunto:
Quem financia o tráfico, armas inclusive?!
Quem fabrica estas armas?!
Quem compra e vende droga?!
Como um jovem “marginal” morador da favela, com perdão da palavra, FUDIDO(sem dinheiro), pode comprar toneladas de drogas e armas?!
Que oportunidades o estado e a sociedade proporcionaram a esses jovens, que são tidos como marginais?!
Que qualidade de vida a família desses “jovens marginais” possuem?!
Que tipo de tratamento e recuperação esses “jovens marginais” terão nas cadeias e presídios?!
Será que alguem em sã consciência, acha que morar em favela sendo alvo de conflito, sob ameaça de desabamento das casas pelas chuvas, ausência ampla do estado, sob extorsão de miliciano,etc, pode viver tranqüilo como se nada estivesse acontecendo?!
Gente, essas pessoas não tiveram outra solução, o sistema não lhes dá oportunidade. Elas não vivem lá porque querem, vivem lá porque é a única opção.
O mais lógico é que as classes mais ricas se articulem com as mais pobres, estas sim vivem o problema da violência na pele, pois moram nas áreas de conflito, ao contrário dos ricos que moram em seus apartamentos em condomínios de luxo, para daí sentar, discutir e encontrar as soluções dos problemas. Prender e matar bandido pura e simplesmente não resolve, tem que se ter articulação permanente entre as classes e tirar posição, sem a influência maléfica dos grandes meios de comunicação, que querem o “terror” para vender mais. Só teremos “paz” se houver articulação entre classes, e isso tem que ser um Movimento, e como tal não pode parar.
André Barbosa
Membro do Diretório Municipal do PT de Macaé-RJ
Membro da Direção Estadual da Articulação de Esquerda-RJ
Membro do Conselho Municipal de Educação de Macaé-RJ
Téc. Agrícola da Emater-RIO - Agente de Desenvolvimento Rural
Civilização ou barbárie [por Emir Sader]
November 9, 2010 - No comments yet
Civilização ou barbárie
por Emir Sader
Esse é o lema predominante no capitalismo contemporâneo. Universalizado a partir da Europa ocidental, o capitalismo desqualificou a todas outras civilizações como ‘bárbaras”. A ponto que, como denuncia em um livro fundamental, Orientalismo, Edward Said, o Ocidente forjou uma noção de Oriente, que amalgama tudo o que não é Ocidente: mundo árabe, japonês, chinês, indiano, africano, etc. etc. Fizeram Ocidente sinônimo de civilização e Oriente, o resto, idêntico a barbárie.
No cinema, na literatura, nos discursos, civilização é identificada com a civilização da Europa ocidental – a que se acrescentou a dos EUA posteriormente. Brancos, cristãos, anglo-saxões, protestantes – sinônimo de civilizados. Foram o eixo da colonização da periferia, a quem queriam trazer sua “civilização”. Foram colonizadores e imperialistas.
Os EUA se encarregaram de globalizar a visão racista do mundo, através de Hollywood. Os filmes de far west contavam como gesto de civilização as campanhas de extermínio das populações nativas nos EUA, em que o cow boy era chamado de “mocinho” e, automaticamente, os indígenas eram “bandidos, gestos que tiveram em John Wayne o “americano indômito”, na realidade a expressão do massacre das populações originárias.
Os filmes de guerra foram sempre contra outras etnias: asiáticos, árabes, negros, latinos. O país que protagonizou o mais massacre do século passado – a Alemanha nazista -, com o holocausto de judeus, comunistas, ciganos, foi sempre poupada pelos nortemamericanos, porque são iguais a eles – brancos, anglo-saxões, capitalistas, protestantes. O único grande filme sobre o nazismo foi feito pelo britânico Charles Chaplin – O grande ditador -, que teve que sair dos EUA antes mesmo do filme estrear, pelo clima insuportável que criaram contra ele.
Os países que supostamente encarnavam a “civilização” se engalfinharam nas duas guerras mundiais do século XX, pela repartição das colônias – do mundo bárbaro – entre si, em selvagens guerras interimperialistas.
Essa ideologia foi importada pela direita paulista, aquela que se expressou no “A questão social é questão de polícia”, do Washington Luis – como o FHC, carioca importado pela elite paulista -, derrubada pelo Getúlio e que passou a representar o anti-getulismo na politica brasileira. Tentaram retomar o poder em 1932 – como bem caracterizou o Lula, nada de revolução, um golpe, uma tentativa de contrarrevolução -, perderam e foram sucessivamente derrotados nas eleições de 1945, 1950, 1955. Quando ganharam, foi apelando para uma figura caricata de moralista, Jânio, que não durou meses na presidência.
Aí apelaram aos militares, para implantar sua civilização ao resto do país, a ferro e fogo. Foi o governo por excelência dessa elite. Paz sem povo – como o Serra prometia no campo: paz sem o MST.
Veio a redemocratização e essa direita se travestiu de neoliberal, de apologista da civilização do mercado, aquela em que, quem tem dinheiro tem acesso a bens, quem não tem, fica excluído. O reino do direito contra os direitos para todos.
Essa elite paulista nunca digeriu Getúlio, os direitos dos trabalhadores e seus sindicatos, se considerava a locomotiva do país, que arrastava vagões preguiçosos – como era a ideologia de 1932. Os trabalhadores nordestinos, expulsados dos seus estados pelo domínio dos latifundiários e dos coronéis, foi para construir a riqueza de São Paulo. Humilhados e ofendidos, aqueles “cabeças chatas” foram os heróis do progresso da industrialização paulista. Mas foram sempre discriminados, ridicularizados, excluídos, marginalizados.
Essa “raça” inferior a que aludiu Jorge Bornhausen, são os pobres, os negros, os nordestinos, os indígenas, como na Europa “civilizada” são os trabalhadores imigrantes. Massa que quando fica subordinada a eles, é explorada brutalmente, tornava invisível socialmente.
Mas quando se revela, elege e reelege seus lideres, se liberta dos coronéis, conquista direitos, com o avança da democratização – ai são diabolizadas, espezinhadas, tornadas culpadas pela derrota das elites brancas. Como agora, quando a candidatura da elite supostamente civilizada apelou para as explorações mais obscurantistas, para tentar recuperar o governo, que o povo tomou das suas mãos e entregou para lideres populares.
É que eles são a barbárie. São os que chegaram a estas terras jorrando sangue mediante a exploração das nossas riquezas, a escravidão e o extermínio das populações indígenas. Civilizados são os que governam para todos, que buscam convencer as pessoas com argumentos e propostas, que garantem os direitos de todos, que praticam a democracia. São os que estão construindo uma democracia com alma social – que o Brasil nunca tinha tido nas mãos desses supostos defensores da civilização.
Fonte: Blog do Emir Sader - Carta Maior
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O triste fim de FHC
November 9, 2010 - No comments yetPromotor e intérprete de uma ambição exagerada para um pássaro que não voa
por Mino Carta, na Carta Capital
Quem já leu um livro de Fernando Henrique Cardoso? É a pergunta que às vezes dirijo à plateia que, generosa além da conta, acompanha uma palestra minha. Que levante o braço quem leu. De quando em quando, alguém acena ao longe, por sobre e em meio a uma fuga de cabeças imóveis. Trata-se, obviamente, de uma pesquisa rudimentar. Tendo a crer, porém, que o príncipe dos sociólogos e ex-presidente não é tão lido quanto os jornalistas tucanos supõem.
É grande, isto sim, o número daqueles que lhe atribuem acertadamente a chamada “teoria da dependência”, objeto do ensaio escrito no Chile em parceria com o professor Enzo Falletto. Ali está uma crítica inexorável da burguesia nativa, incapaz, segundo a dupla de ensaístas, de agir por conta própria para tornar o Brasil um país contemporâneo do mundo.
Muitos anos após a publicação do livro, quando FHC ocupava a Presidência do País, eu me atrevi a perguntar aos meus botões se ele não estaria a provar a célebre teoria. Teria a oportunidade de demonstrar na prática seu teorema, pelo qual o Brasil é inescapavelmente destinado ao papel de dependente. Dos Estados Unidos, está claro. Ninguém como o presidente Fernando Henrique entendeu ser inevitável, ineludível, imperioso, cair nos braços do colega americano, no caso Bill Clinton.
Não me permito aventar a hipótese de que o nosso herói agiu em benefício próprio. Atendeu, legitimamente, isto sim, às suas convicções. A operação revela uma extraordinária habilidade política, a refletir seu incomum poder de sedução. A burguesia nativa encantou-se com aquele que recomendava o esquecimento de seu próprio passado, incapacitada, talvez, à comparação entre a teoria da dependência e a ação do presidente tucano, enquanto Bill escancarava os braços e oferecia o abrigo do ombro possante. Nem se fale do deleite da mídia: eis o presidente intelectual que o mundo nos inveja.
FHC é um encantador de serpentes. Plantou-se sobre o pedestal da estabilidade, obtida de início com a URV, enfim com o real, mérito indiscutível, premissa de progressos em espiral, que se renovam em uma espécie de estação de colheitas cada vez mais apressadas.
Trunfo notável, traído com a reeleição alcançada pela via da compra de votos para concretizar a emenda constitucional, e conduzida na campanha de 1998 à sombra da bandeira da estabilidade rasgada exatos 12 dias após a posse. Tanto em 94 quanto em 98, o obstinado Sapo Barbudo foi o adversário fadado à derrota, graças, inclusive, ao apoio maciço da mídia dos ainda influentes barões de longa vida e dos seus obedientes sabujos. Dá-se, inclusive, naquele 1998 vincado pela crise russa, um fenômeno peculiar: os patrões da mídia nativa passam a acreditar não somente nas promessas do seu candidato à reeleição, mas também nos seus colunistas que tão sofregamente o sustentam. Uma vez reeleito, FHC desvaloriza o real e deixa os senhores de tanga.
A Lula, vencedor em 2002, FHC entrega um país economicamente à deriva. O tucanato chegara ao poder oito anos antes com o propósito de ficar ali por duas décadas. Muita ambição, talvez, para um pássaro que não voa. Tenho uma lembrança pré-tucana que me vem à mente, remonta a 28 anos atrás. Acompanho André Franco Montoro na sua campanha à governança de São Paulo, na ocasião pela zona canavieira do estado. Chegamos a Rafard quando já caía a noite e a caçamba de um caminhão se dispôs a ser palanque nas bordas da cidadezinha.
Eu estava a bordo, do alto via aquela plateia de rostos iluminados obliquamente e ouvia a brisa ciciar em meio ao canavial que nos cercava. A sequência dos oradores previa também a fala de FHC e, ao cabo, aquela de Montoro. Quando o então suplente de senador tomou a palavra, Mário Covas veio sentar-se ao meu lado na amurada do convés. A cada período do discurso, olhava-me com cumplicidade e meneava a cabeça em desalento. Nunca esqueci aquele momento e quando o senador em lugar de Montoro, líder da cisão peemedebista criadora do tucanato, deixou-se encantar pelo convite de Fernando Collor e por sua própria, incomensurável vaidade, melhor entendi o comportamento de Covas na noite de Rafard.
Sua confiança no companheiro valia zero. E foi como se saísse da amurada e se chegasse ao orador garboso ao dizer com todas as letras, oito anos depois: “Se você for para o governo de Collor, eu saio do partido e trato de mandá-lo a pique”. FHC tirou o time de campo. Covas sabia ser persuasivo, e teve a ventura de não assistir ao desastre de 2002, a primeira derrota de José Serra.
Outro episódio para mim marcante tem 30 anos e alguns meses. Estamos a viver a última grande greve dos operários de São Bernardo e Diadema, comandada pelo presidente do sindicato, Luiz Inácio, melhor conhecido como Lula. Vou frequentemente ao estádio da Vila Euclydes para viver de perto aquela situação, e um dia Raymundo Faoro, o amigo que hoje me faz falta, liga e diz: “Quero ver também”. Veio a São Paulo e no aeroporto, quando fui buscá-lo, fomos interceptados por um emissário de FHC. O senador gostaria muito de se encontrar conosco a caminho do estádio. Faoro disse está bem.
Houve um café servido em xícaras de porcelana, e então o príncipe dos sociólogos iniciou a sua peroração a favor do nosso distanciamento daquela imponente manifestação dos grevistas. O segundo ato foi encenado no salão nobre do Paço Municipal de São Bernardo, precipitado pelo mesmo motivo. “Sou um jornalista – disse eu – esta conversa para mim é tempo perdido.” Faoro não disse nada. Levantamos e fomos ao palanque de Lula. Foi quando o autor de Os Donos do Poder e o líder sindical se conheceram. Refleti sobre as razões de FHC: por que pretendia impedir que Faoro fosse ter com Lula? Permito-me a seguinte conclusão: pelo jurista e historiador nutria turvos ciúmes intelectuais, pelo líder operário algo mais que a premonição de uma inevitável rivalidade. Tratava-se de um confronto já latente.
Como amiúde acontece com fanáticos da ambição, o instinto da rivalidade está sempre preparado para o bote. Qual seria, exatamente, a primeira corda da relação Fernando Henrique-José Serra? Digo, do ângulo daquele. De grande ami zade, é a resposta oficial. E nos bastidores das intimidades mais recônditas, até mesmo inconfessáveis? Não duvido que a amizade de FHC por Serjão Motta fosse autêntica, totalmente sincera. Pois Serjão era um ser amoitado por natureza, provavelmente o mais sábio do terceto. Não tinha o menor interesse em sair à luz do sol para se exibir. Com Serra, parece-me fácil imaginar que a amizade de FHC seja agulhada pela rivalidade. Latejante.
Eis dois modelos de ambição diferentes, de certa forma opostos, pelo menos sob certos aspectos. Por exemplo. Ambos são hábeis em trabalhar à sombra, em manobrar por baixo dos panos. FHC, contudo, sabe como manter intacto este fluxo subterrâneo. Serra, talvez por causa da origem calabresa, às vezes não se contém e mostra a cara. FHC faz questão de aparentar tolerância e bonomia, mesmo em relação a quem abomina, como convém ao político matreiro a explorar os sentimentos alheios ao montar o ardil que irá engolir quem confiou em excesso. Serra é, para o mal de seus desenhos, de cultivar ressentimentos e rancores. Ódios precipitados, quando não daninhos para ele mesmo.
Nesta rivalidade se esvai o PSDB. A ambição transbordante, evidente demais, afastou ambos de uma liderança sábia e até arguta como a de Ulysses Guimarães. Depois de ter assustado fatalmente Tancredo Neves, que os quis longe do governo destinado a sobrar para José Sarney. Cogitado para o Planejamento, Serra só teve espaço em São Paulo. FHC, que Tancredo definia como “o maior goela da política brasileira”, não foi além de um cargo inútil no Congresso.
Vanitas, vanitatum, diziam os latinos ao se referir à vaidade. Não é por acaso que o PSDB, nascido do inconformismo em relação à linha peemedebista que a tigrada tinha como muito branda, acaba por assumir, tardia e desastradamente, e empurrado pela presença de Lula, o papel da UDN velha de guerra. O enredo é impecável na moldura da deplorável trajetória da esquerda brasileira. É uma história escrita por um punhado de verdadeiros, digníssimos heróis, crentes alguns até as últimas consequências, e por uma armada de cidadãos inconsequentes, quando não oportunistas. Tal é a minoria branca, como diz Cláudio Lembo. Descrentes de tudo, muitos até sem se darem conta de sua descrença porque incapazes de perceber seus impulsos mais fundos.
Magistral a entrevista de FHC ao Financial Times publicada às vésperas do primeiro turno. Dizia ele que, em caso de vitória de Dilma Rousseff, o desenvolvimento do Brasil seria “mais lento”. Confrontado com aquele do governo Lula ou do seu? Se for com este, podemos vaticinar um futuro terrificante. No tempo de FHC, o índice anual de crescimento não passou de 2,5%. Em matéria de desfaçatez, a entrevista é digna do Guiness. “Eu fiz as reformas – afirma o rei da cocada preta –, Lula surfou na onda.” Então, por que é o presidente mais popular da história? Culpa do próprio PSDB, dos companheiros incompetentes, “entenderam errado”, permitiram “a mitificação de Lula”, o qual, embora nascido da classe trabalhadora “portou-se como se fizesse parte da velha elite conservadora”.
Quem serviu à velha elite conservadora, foi o presidente FHC, que confirmou o Brasil como quintal dos EUA e o atrelou ao neoliberalismo. O confronto entre os dois governos é inevitável, bem como entre a repercussão internacional de um e de outro. Ocorre-me imaginar como há de roer as entranhas do príncipe dos sociólogos constatar que o metalúrgico teve mundo afora, com sua política independente, o reconhecimento que lhe faltou, a despeito de sua política dependente.
E nas suas últimas falas, FHC age no seu melhor estilo, é o náufrago que exige lugar no bote salva-vidas em lugar de crianças, mulheres e velhos. São estes, aliás, os culpados pelo naufrágio, donde o privilégio lhe cabe. Quanto a José Serra, que afogue.
*Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde. redacao@cartacapital.com.br
Fonte: Carta Capital
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PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL SENADOR PAIM
October 27, 2010 - No comments yet
AGENDA MOBILIZAÇÃO
CAMINHADA DA IGUALDADE RACIAL COM O SEN.PAIM, SAÍDA DO COMITÊ DO GHC-TERMINAL TRIÂNGULO DA ASSIS BRASIL
ÁS 17:30 H DIA 28/10.
Comitê Pluripartidario Dilma 13 Para seguir promovendo a Igualdade Racial
ü Zonal: 112
ü Núcleo de Negras e Negros do GHC e Comunidade (NegrAtitude)
ü Núcleo de Comunidades Tradicionais de Matriz Africana do PT
ü Núcleo do GHC
PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL SENADOR PAIM
October 27, 2010 - No comments yet
AGENDA MOBILIZAÇÃO
CAMINHADA DA IGUALDADE RACIAL COM O SEN.PAIM, SAÍDA DO COMITÊ DO GHC-TERMINAL TRIÂNGULO DA ASSIS BRASIL
ÁS 17:30 H DIA 28/10.
Comitê Pluripartidario Dilma 13 Para seguir promovendo a Igualdade Racial
ü Zonal: 112
ü Núcleo de Negras e Negros do GHC e Comunidade (NegrAtitude)
ü Núcleo de Comunidades Tradicionais de Matriz Africana do PT
ü Núcleo do GHC










