Grande imprensa e a intolerância de classe
November 29, 2010 - No comments yet

Temos assistido nos últimos dias nos canais de televisão e nas mídias em geral, que o "terror" está instalado no Rio de Janeiro. Bem, em se tratando de Grande Imprensa, não tem nada de novo no ar, até porque já assistimos por diversas vezes esses mesmos tipos reportagens. Ela vive do sensacionalismo burguês e com isso consegue de fato relatar e realizar o terror e pânico que se não existia, passa a existir, pois tudo que um político, "bandido" e polícia querem é aparecer nos jornais e televisão como manchete, obviamente isto se torna lucrativo e atrativo para as redes de comunicação de massa.
O que a Grande Imprensa ganha com isso?
1º Vender a idéia do caos, criar pânico e colar o olho de todo mundo na telinha, como se o Brasil estivesse desabando;
2º Fazer a disputa política, ou seja, impor sua posição sobre o acontecido;
3º Orientar o que ela considera ser certo em detrimento da posição do estado e opinião da população;
4º Estimular o ódio de classe: Guerra entre Ricos x Pobres. Pois assim se vende mais jornais, revistas e tem mais audiência nos telejornais.
Você já parou para analisar, quantas pessoas ficaram grudadas na televisão, somente ontem durante os telejornais, só para assistir as cenas dos policiais contra bandidos, entrevistas dos “especialistas em segurança”, opinião do editorial do jornal, anônimos chorando, crianças correndo agarradas com os pais, etc?
Pois então, passe a fazer uma leitura mais crítica da Grande Imprensa, e observe que ela tem um papel extremamente negativo nesse processo. Chegando até ser criticada pelo próprio comando operacional da polícia, por divulgar imagens estratégicas da operação.
Existe uma parcela da população, principalmente da classe média alta e elite, que influenciada pela grande imprensa, possui uma intolerância e ódio que chega a dar nojo. Acham que é só chamar o Capitão Nascimento e os problemas da criminalidade no RJ e do Brasil estão resolvidos.
Ledo engano, se exterminar resolvesse alguma coisa a “lei da pena de morte” já teria solucionado todos esses problemas nos EUA, o que não é o caso, e olha que lá(EUA) a pena de morte é oficializada, aqui não. Ou seja, aqui mata-se sem direito algum. Como diria o compositor Marcelo Yuka: "...Era só mais uma dura, resquício de ditadura, mostrando a mentalidade, De quem se sente autoridade, nesse Tribunal de Rua...".
É muito fácil chamar a polícia e meter tiro em todo mundo e depois fechar os olhos as mazelas das zonas periféricas, como se tudo tivesse sido resolvido com a matança generalizada. Daí, vamos todos para nossas casas, uns para os condomínios de luxo e outros para os morros, vivendo felizes para sempre, como se não fossem vizinhos e jamais se encontrassem no dia-a-dia.
Não defendo a criminalidade em hipótese alguma, muito pelo contrário, defendo penas duras para quem mata. Mas há de convir que o estado tem um papel muito maior do que entrar em favela atirando. Até mesmo a própria sociedade tem um papel fundamental nisso tudo, ela é a principal articuladora de movimentos para que este cenário se acabe.
Pergunto:
Quem financia o tráfico, armas inclusive?!
Quem fabrica estas armas?!
Quem compra e vende droga?!
Como um jovem “marginal” morador da favela, com perdão da palavra, FUDIDO(sem dinheiro), pode comprar toneladas de drogas e armas?!
Que oportunidades o estado e a sociedade proporcionaram a esses jovens, que são tidos como marginais?!
Que qualidade de vida a família desses “jovens marginais” possuem?!
Que tipo de tratamento e recuperação esses “jovens marginais” terão nas cadeias e presídios?!
Será que alguem em sã consciência, acha que morar em favela sendo alvo de conflito, sob ameaça de desabamento das casas pelas chuvas, ausência ampla do estado, sob extorsão de miliciano,etc, pode viver tranqüilo como se nada estivesse acontecendo?!
Gente, essas pessoas não tiveram outra solução, o sistema não lhes dá oportunidade. Elas não vivem lá porque querem, vivem lá porque é a única opção.
O mais lógico é que as classes mais ricas se articulem com as mais pobres, estas sim vivem o problema da violência na pele, pois moram nas áreas de conflito, ao contrário dos ricos que moram em seus apartamentos em condomínios de luxo, para daí sentar, discutir e encontrar as soluções dos problemas. Prender e matar bandido pura e simplesmente não resolve, tem que se ter articulação permanente entre as classes e tirar posição, sem a influência maléfica dos grandes meios de comunicação, que querem o “terror” para vender mais. Só teremos “paz” se houver articulação entre classes, e isso tem que ser um Movimento, e como tal não pode parar.
André Barbosa
Membro do Diretório Municipal do PT de Macaé-RJ
Membro da Direção Estadual da Articulação de Esquerda-RJ
Membro do Conselho Municipal de Educação de Macaé-RJ
Téc. Agrícola da Emater-RIO - Agente de Desenvolvimento Rural
Atacaram Tiririca, mas o inimigo é outro
November 11, 2010 - No comments yetA Partido Imprensa Golpista(PIG*) e a Justiça Eleitoral de São Paulo, criaram um verdadeiro terror em cima da candidatura do Tiririca. Tentaram cassar sua candidatura sem sucesso, pois já sabiam de ante mão que ele sabia ler e escrever.
Mas e aí?! Aí, que o alvo principal, ou melhor, o "inimigo central" sempre foi o delegado Protógenes, pois havia sido eleito deputado dentro da legenda do "palhaço". Antes mesmo de perceberem que Tiririca estaria "apto" a ser diplomado como deputado, trataram logo de processar Protógenes antes deste assumir como deputado, senão o golpe não funcionaria.
O que está por trás disso tudo?! Protógenes, assumindo como deputado poderá denunciar os Daniel Dantas da vida e seus comparsas, legítimos representantes das elites. Este é o grande medo dos setores mais conservadores da elite brasileira representada pela Grande Imprensa(PIG*) e o Poder Judiciário, que protegem os grandes e verdadeiros criminosos do Brasil.
É isso, simples assim.
André Barbosa Membro do Diretório Municipal do PT de Macaé-RJ Membro da Direção Estadual da Articulação de Esquerda-RJ Membro do Conselho Municipal de Educação de Macaé-RJ Funcionário da Emater-RIO
Discurso de Serra foi duro recado para Aécio - Por Weden(Enviado por Luiz Nassif)
November 1, 2010 - No comments yet
"Os que nos imaginam derrotados, eu digo que apenas estamos começando uma luta de verdade. Minha mensagem de despedida, nesse momento, não é adeus, é um até logo. (...) A luta continua, viva o Brasil". Mensagem mais clara impossível: Serra não vai abandonar o projeto de chegar a Presidência da República. E deixou bem claro que volta a competir em quatro anos. O recado é, portanto, para Aécio Neves - que deixará o PSDB se isso ocorrer, como já havia antecipado há meses o jornalista Maurício Dias, da Carta Capital. É evidente que isso não se dará agora, sob o risco de, contrariando a fidelidade partidária, perder o próprio mandato de senador. Mas é lógico que Aécio não vai aceitar a intromissão serrista em seu lugar na fila. Só que ele não tem a cúpula paulista ao seu lado, que é propriamente a cúpula que manda no partido. Quando Xico Graziano culpou Aécio pela derrota acachapante em Minas Gerais, mesmo com a intervenção apaziguadora de Sérgio Guerra, ele estava apenas vocalizando a total insatisfação dos serristas com o ex-governador mineiro. A coisa embrulhou por causa do segundo turno. Se Aécio tivesse sido eleito para o Senado e Serra perdido com a votação medíocre que teve em 03 de outubro, o neto de Tancredo sairia deste pleito como o líder natural das eleições. Mas não foi isso o que aconteceu. Há de convir que o segundo turno, graças ao fator Marina, fortaleceu José Serra, que jogou todas as fichas, incluindo algumas muito desleais, para ter alguma chance nestas eleições. Além de fortalecer José Serra, o segundo turno obrigou Aécio a se engajar na campanha. Mas Aécio, que seria fundamental em Minas, fez boas excursões pelo resto país ao lado de Serra, praticamente nacionalizando o próprio nome. Isso levantou grande insatisfação nas fileiras serristas: alguns jornalistas chegaram a perguntar onde Aécio poderia ajudar Serra senão em Minas Gerais. Mas os problemas que desencadearam o desabafo de Xico Graziano vêm de longe. É evidente que não pegou bem a revelação de que as reportagens de Amaury R.ibeiro Jr para o Estado de Minas foram uma ação preventiva do então governador de Minas. E, se ele teve que se proteger das investidas de Serra e Marcelo Itagiba, foi porque a disputa no PSDB jamais foi fraterna. No primeiro turno, por diversas vezes, a imprensa paulista reclamou da pouca atenção de Aécio a Serra: nem alusão à candidatura à Presidência, Aécio fazia em seu material de campanha. Posteriormente, a bênção de Aécio ao apoio de Márcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte, a Dilma foi outro motivo para a desconfiança dos paulistas, que chegaram à plena certeza quando não notaram qualquer esforço de Aécio para conter o fenômeno "Dilmasia". O discurso de Serra tem dois endereços: o primeiro é que vai articular oposição raivosa contra Dilma, aproveitando que ela não é Lula. Mas isso não é novidade na ala tucana. O segundo é que, do alto dos seus mais de 40 milhões de votos, ele se sente mais ungido que Aécio para ressurgir daqui a quatro anos. O que Serra disse em outras palavras é: "Se Aécio me imagina derrotado, eu digo apenas que estou começando uma luta de verdade. Minha mensagem de despedida, nesse momento, não é adeus, é um até logo" Aécio, que não recebeu qualquer agradecimento de Serra no discurso da derrota, não tem saída se a cúpula paulista tucana insistir em se afundar. Aliás, saída tem. A própria.
Algumas capas da Revista Veja para refrescar a memória
November 1, 2010 - No comments yet
17/02/1995
05/11/1997
18/11/1998 – OLHA O JOSÉ SERRA AÍ…
02/09/1998
05/05/1999
25/11/1998
SÓ PARA RELEMBRAR: MENDONÇA DE BARROS É AQUELE ASSESSOR DE GERALDO ALCKMIN QUE DEFENDE A PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRÁS, CORREIOS ETC, VEJA MAIS CAPAS:
10/03/1999
21/01/1999
21/04/1999
28/04/1999
19/07/2000
05/04/2000
09/08/2000
20/09/2000
14/03/2001
02/05/2001
11/04/2001
16/05/2001
06/06/2001
29/05/2002
E AGORA, A CAPA CAMPEÃ – UM RESUMO DAS PRÁTICAS DOS PRIVATAS E TUCANEIROS COM O PATRIMÔNIO PÚBLICO:
09/05/2002
E AGORA, POR ÚLTIMO, nem por isso menos importante:
VOCÊ SABE SE ALGUMA DAS PESSOAS CITADAS CHEGOU A SER PRESA OU RESPONDE A PROCESSO PELOS CRIMES QUE COMETEU NA ERA FHC?
Candidatura Serra – A confusão como tática de combate
September 14, 2010 - No comments yet
Por Yuri Soares No último período desta eleição presidencial o candidato José Serra tem se esforçado, com o apoio da grande mídia, em lançar o debate político no campo da discussão policial. Desde os telejornais até as redes sociais na internet há uma orquestrada campanha de difamação, confusão e rebaixamento do debate programático. Muitos jornalistas e articulistas progressistas tem comentado sobre a trajetória “errática” ou mesmo “desesperada” do nosso adversário, chegando ao ponto de tripudiar sobre a sua posição, que estaria prestes a amargar uma derrota acachapante. Não percebem que em uma análise conjuntural de longo prazo a suposta confusão do campo reacionário cumpre um papel central na manutenção de posições estratégicas para a direita. Ao desviar o foco do essencial em uma eleição, que deveria ser o programa político, Serra garante que seus aliados nos estados possam seguir tranquilamente em suas campanhas sem entrar no debate nacional, por vezes até mesmo se apresentando como “amigos do Lula”, enquanto os candidatos de esquerda buscam se eleger no rastro da “onda vermelha”, se apresentando como candidatos da Dilma , sem no entanto se diferenciarem de maneira clara dos “amigos da onça” que tentam surfar indevidamente nesta onda também. Mas o pior ocorre com nossa militância virtual, sobrecarregada na tarefa de combater o Golias midiático, representado pelas Organizações Globo, Grupo Abril, dentre outros, acabamos concentrando todas as nossas pedras de Davi cibernéticas (e bem reais!) apenas na boca do gigante que vomita mentiras, esquecendo de atirar pedras também na cabeça pensante, para matá-lo de vez! Temos que compreender que nesta eleição não está em jogo apenas a eleição de Dilma, como a cada dia parece mais provável que ocorra logo no primeiro turno. Esta campanha deve cumprir o papel histórico de aprofundarmos o debate sobre os rumos do próximo governo, do país e principalmente conseguirmos tornar a conjuntura dos próximos 4 anos mais favorável à realização das mudanças necessárias para melhorar a vida do povo brasileiro. Para isso, não basta apenas elegermos governadores, senadores e deputados aliados sem que haja neste momento da eleição um debate com a população sobre o programa político que pretendemos implementar democraticamente durante os próximos anos, e para que isso ocorra precisaremos de pessoas politizadas e mobilizadas cotidianamente, e este é o momento ideal para acumularmos forças para as próximas lutas que virão. Não temos o direito de nos embiagarmos, ganhando Dilma com 51%, 60% ou 70% dos votos, com maioria no Senado e na Câmara, o outro lado não abrirá mão de suas idéias. Precisamos construir uma hegemonia política e uma consciência popular de que é necessário seguir mudando (e não apenas continuar o que tem sido feito de bom) para implementar um programa progressista no futuro governo Dilma. Serra pode até não fazer isso de maneira consciente, mas dentro de uma estratégia maior da direita o caos em sua campanha e o rebaixamento do debate servem a um propósito maior: enquanto estivermos presos nesta arena deixamos de dialogar com o povo sobre democratização da comunicação, reforma agrária, redução da jornada de trabalho, reforma tributária dentre tantas outras pautas que certamente devem fazer parte de um programa democrático e popular! Segue para reflexão um trecho do livro “A arte da guerra” de Sun Tzu: “Embaralhada e turbulenta, a luta parece caótica. No tumulto de um combate pode parecer haver confusão, mas não é bem assim, entre a confusão e o caos uma formação de tropas pode parecer perdida e mesmo assim impenetrável, sua disposição é na verdade circular e não podem ser derrotadas. A confusão simulada requer uma disciplina perfeita” * Yuri Soares é estudante de História da Universidade de Brasília e militante do PT-DF








