Pesquisa Vox Populi: Dilma atinge 59% dos votos entre os negros

October 19, 2010, by Unknown - No comments yet

Negros_votos

Dilma cresce e vence no segundo turno

Pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta terça-feira mostra que a vantagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em relação ao tucano José Serra  aumentou para 12 pontos percentuais. Segundo o Vox Populi, Dilma tem 51% contra 39% de Serra.

Se forem considerados apenas os votos válidos (sem os brancos, nulos e indecisos) a vantagem subiu de 8 para 14 pontos. Dilma tinha 54% e passou para 57%. Serra caiu de 46% para 43%. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.

Recortes - O Vox Populi ouviu 3 mil eleitores entre os dias 15 e 17 de outubro. Os resultados, portanto, não consideram o impacto do debate realizado pela Rede TV no último domingo, nem a entrevista concedida por Dilma ao Jornal Nacional ontem à noite.

No recorte que leva em consideração a cor da pela Dilma atinge 59% entre os entrevistados que se declararam negros contra 29% de Serra. Entre os brancos, a petista tem 45% contra 44% do tucano.

A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.193/10.

Fonte: Portal IG

Leia matéria na íntegra:http://www.dilma13.com.br/conteudo/main/



Povo de Terreiro em apoio à Dilma Rousseff

October 19, 2010, by Unknown - No comments yet

 

Encontro_nacional_negras_e_n_egros_bsb

 

Leia aqui ou acesse a versão online: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7339

Ilma Srª. Dilma Russeff

M. D. Candidata a Presidência da República.

Prezada Senhora:

Após consulta a lideranças nacionais do Povo Tradicional de Terreiro chegamos ao arcabouço da presente carta, que tem como principal objetivo lhe transmitir o sentimento dominante de nosso Povo Tradicional de Terreiro, ainda que haja opiniões contrárias como é natural. Mas em sã consciência podemos afirmar que a grande maioria se irmana conosco e com o que abaixo iremos expor.

Inegavelmente sua candidatura à presidência da República é o que há de mais seguro para o Povo Tradicional de Terreiro.

Nosso Povo de Terreiro efetivamente se movimentou no primeiro turno a seu favor, mas sem receber nenhum apóio oficial dos comitês responsáveis por sua campanha; em poucas cidades especialmente nas capitais, esse processo se deu de forma diferenciada, mas o que predominou foram situação como a de Manaus, o material de divulgação voltado a População Negra só chegou as mãos das lideranças de Terreiro três dias antes da votação, um completo e total descaso para conosco.

Vimos com muita preocupação que nos últimos dias um esforço concentrado de sua coordenação de campanha, em mudar a imagem negativa forjada junto aos cristãos católicos e, principalmente, evangélicos. Também observamos com pesar que durante toda a campanha do primeiro turno os seus encontros com as comunidades evangélicas e católicas ganharam grande espaço junto à mídia.

Se o mesmo tipo de encontro se deu junto ao Povo de Terreiro no primeiro turno ou agora no segundo, isso se fez de forma muito tímida, sem nenhuma divulgação ou destaque. É corrente o pensamento de que um encontro da senhora conosco lhe tiraria votos de evangélicos radicais.

O seu recente encontro com pastores evangélicos no nosso entendimento foi um infeliz episódio. Com toda a certeza seu compromisso com o grupo lhe renderá votos, mas com toda a certeza lhe fez perder muitos votos do Povo Tradicional de Terreiro, do Movimento LGBT católicos e a sociedade em geral por conta de ter sido um encontro com apenas e tão somente com evangélicos.

O resultado de tal iniciativa foi um significativo e crescente número de manifestações via internet conclamando a população a votar em br anco ou no seu opositor. Manifestações essas que respeitamos enquanto direito de livre manifestação, mas não concordamos.

Acreditamos na sua proposta de um Estado laico. Temos presente pelo seu histórico pessoal e político que, se eleita, a senhora se empenhará na execução dessa demanda social.

A partir do momento em que a candidata assinalou pactuar com o pensamento dos pastores evangélicos, em questões altamente delicadas como o aborto e a parceria civil, nos preocupa o empoderamento que seu ato proporcionou as religiões he br aico-cristãs especialmente o seguimento neopetencostal, em detrimento das demais religiões.

Em todo o Brasil é tido como fato concreto que os religiosos evangélicos jogaram a eleição presidencial para o segundo turno, que a candidata do governo, já considerada eleita, teve que se curvar diante do poder e ditames dos pastores evangélicos para poder garantir a eleição. Pelo que até o momento pudemos vir de sua conduta pessoal esse deve ter sido um momento extremamente difícil na sua história de vida.

Admitimos que o grupo evangélico está cumprindo, muitíssimo bem, o objetivo de chegar ao poder; estão organizados social e politicamente, os currais eleitorais garantem o voto de ca br esto em nome de Jesus e das penas do inferno para quem não seguir as diretrizes dos pastores. A significativa bancada federal de evangélicos no Congresso Nacional lhe o br iga a dialogar politicamente com o grupo como um todo, a fazer concessões e a pactuar.

As caminhadas, marchas e encontros com milhares de fiéis evangélicos são manifestações incontestes de força e poder. Força e poder conquistado com substancial ajuda dos governos passados e atuais. A prova maior disso é que a cada dia surgem denúncias e mais denúncias junto aos Tribunais de Contas de Municípios, Estado e União de repasse de verbas, convênios e parcerias de governos municipais, estaduais e federal com o seguimento evangélico que não foram cumpridos e ou foram usados de forma indevida, criminosa até.

Em contra posição qual é o potencial de voto do Povo de Terreiro?

Com certeza somos milhões, mas não dispomos da mesma estrutura que dispõem os evangélicos. Não nos foi possível criar hegemonia por conta do preconceito e racismo institucional. Foi graças ao Governo Lula que o Povo Tradicional de Terreiro passou a ser tratado com alguma distinção, mas as ações estruturantes do governo federal ainda não chegaram até nós como deviam. A grande maioria ficou fora, não consegue escrever projetos na linguagem oficial do governo, faltou investimento na capacitação de nosso Povo.

Mas nosso voto, no atual contexto poderá ser a diferença entre o sucesso e a derrota.

Todo esse quadro acima descrito aumentou nossa apreensão e dificultou a busca de votos no meio do Povo Tradicional de Terreiro, temos ouvido argumentos de que em sendo a senhora eleita, isso decerto, alavancará o prestígio dos evangélicos junto a população bem como junto ao próprio governo. O que para as demais religiões restantes seria extremamente danoso, haja vista o processo de intolerância vigente no país.

Há poucos dias da eleição entendemos que seria difícil articular uma única reunião da Senhora com lideranças religiosas nacionais do Povo Tradicional de Terreiro; entendemos que nesse momento precisamos lhe blindar. Qualquer movimento poderá ser mal interpretado.

Nosso apóio a sua candidatura é fato concreto, acreditamos que a Senhora é a melhor opção de continuidade das ações afirmativas do governo federal que deram a População Negra o que lhe foi secularmente negado desde a chegada do primeiro negro escravo ao Brasil, entre as que mais se destacam está a criação da SEPPIR, a Saúde Integral da População Negra, a Lei 10.639 e o polêmico Estatuto da Igualdade Racial que não é o que nós quereríamos, mas que é um ponto de partida para novas conquistas.

Como estamos tratando de Política que reflete o desejo do Coletivo há alguns aspectos que precisam ser pactuados entre o Povo Tradicional de Terreiro e seu futuro governo.

Com base em tudo o que acima destacamos queremos pactuar com a Senhora o que abaixo segue:

1 – Após as eleições, onde a senhora com a ajuda dos Vòdún’s, Nkices, Òrisá’s, Encantados, Caboclos, Catiços e Exús será vitoriosa, um encontro dos representantes nacionais do Povo Tradicional de Terreiro e a presidente eleita.

2 – Que seja firmado o pacto interreligioso e a presidente eleita de uma maior ênfase na proposta da promoção do Estado laico e do tratamento equânime às religiões como um todo.

3 – A realização da Primeira Conferência Nacional da Equanimidade Religiosa com ampla participação dos vários segmentos religiosos existentes no país.

4 – Efetivação do mapeamento do Povo Tradicional de Terreiro nos estados da União, identificando as matrizes culturais.

5 – A revisão do Estatuto da Igualdade Racial onde seja ouvida a População Negra e suas demandas.

É de fundamental importância para a divulgação de sua campanha e a conquista  de eleitores que tenhamos material e recursos para fazermos o corpo a corpo com nosso Povo.

Acreditamos que nessa hora decisiva para nosso País, nossos Vòdún’s, Nkices e Òrisá’s  não nos abandonarão e haverão de conduzi-la, com o nosso voto, a Presidência da República Federativa do Brasil.

Até a vitória!

 

Em nome do Povo Tradicional de Terreiro,

 

Dr. Alberto Jorge Rodrigues da Silva - Vodunsi Re Rohsovi

RG Nº 405.562 SSP/AM

Coordenador Geral da Coordenação Amazônica da Religião de Matriz Africana e Ameríndia – CARMA

Federação Nacional da Religião de Matriz Afro-Brasileira – FENAREMA

Makota Valdina Oliveira Pinto

Salvador – Bahia

Babá Diba de Yemanjá

Dida Ará –

Congregação em Defsa das religiões Afro no estado do Rio Grande do Sul - CEDRAB-RS –

Fórum das Comunidades Tradicionais de matriz Africana do RS Rio Grande do Sul - FORMA-RS

Babá Alexandre de Oxala

Rede Afro brasileira Sociocultural

Tata Konmannanjy

ACBANTU

Pai Itaparandi Amorim

Paço do Lumiar – Maranhão

Jonathan Azevedo de Souza – Babá Sianoré

RG Nº 1547906-4 SSP/AM

Associação de Desenvolvimento Cultural Toy Badé

Pai João Clenardo

Associação dos Terreiros de Umbanda do Amazonas – ATUAM

Pai Henrique

Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde – Coordenação Amazonas

Yá Raimunda Nonata Corrêa

Associação Nossa Senhora da Conceição

Ogan José Arimateia

CARMA – ACRE

SEJUDH

CERNEGRO

Mameto Nangetú

CARMA – PARÁ

Instituto Nangetu

Babá Jorge de Sangó

Curitiba – Paraná

 

Apóiam esta Carta

Sindicato dos Psicólogos do Amazonas – SINDPSI/AM

Federação Nacional dos Psicólogos - FENAPSI

 



O papel do PT

September 9, 2010, by Unknown - No comments yet

03 set 2010

 

Por Wladimir Pomar

É evidente que não são apenas candidatos do PT que, movidos pela euforia da provável vitória da sua candidata à presidência, esquecem de falar dela e se voltam apenas para a promoção de sua própria candidatura. Candidatos de outros partidos coligados também o fazem, embora haja aqueles que fazem questão de associar-se ao nome e à figura da candidata do PT.

Mas o PT talvez não possa dar-se ao luxo de permitir que seja seguido pelo exemplo negativo. Se tal postura se disseminar, como já afirmamos em outros comentários, as conseqüências podem ser desastrosas, apesar da crise em que se encontra a candidatura Serra. O problema desse partido consiste em que a grande mídia ainda não desistiu de derrotá-lo, nem à sua candidata. A grande imprensa possui um arsenal, impossível de subestimar, e pode aproveitar-se de qualquer descompasso de candidatos petistas na promoção, ou falta de promoção, da candidata do PT à presidência.

A grande mídia, ou o quarto poder da República, por um lado, continua tentando criar um fato político de repercussão, que reviva trapalhadas do tipo “aloprados”, e freie a tendência de crescimento da candidata petista. O suposto vazamento, pela Receita Federal, de dados sigilosos de pessoas ligadas a Serra está dentro dessa busca desesperada para reverter a tendência principal da disputa.

Por outro lado, esse quarto poder continua operando para forçar um segundo turno, abrindo ainda mais espaço para Marina e demais candidatos da oposição de esquerda, que divulgam a idéia de que Dilma e o PT estão a serviço do grande capital. Em linha paralela e contrária a esta, regurgita a idéia, ainda presente em alguns poucos setores do próprio PT, de que a grande aliança histórica desse partido deveria ser com o PSDB. Com isso, procura desqualificar a aliança com o PMDB e criar uma cunha na coligação.

Ou seja, a grande mídia opera por todos os flancos no sentido de introduzir dúvidas e reduzir o ímpeto da campanha presidencial do PT. Ela parece ter claro que a atual disputa presidencial pode ser o acerto final de contas com a herança nefasta de FHC. O que parece não estar suficientemente evidente para segmentos consideráveis do próprio PT, nem para alguns de seus aliados e adversários.

Este é um dos motivos pelos quais a campanha presidencial do PT apresenta limites que não pode transpor, sob pena de perder apoios no processo eleitoral. O que impõe à campanha uma certa posição defensiva em questões polêmicas e discrepantes na coligação. Por outro parte, para a maior parte da população brasileira, para aquela massa que vivia enjeitada e abandonada, e para a qual as políticas implementadas pelo governo Lula passaram a representar uma esperança de mudança real, a possível vitória da candidatura Dilma apresenta uma expectativa que vai além da simples continuidade do governo Lula.

Essa maioria da população e do eleitorado quer um governo que chegue ainda mais perto de suas esperanças e expectativas. Não é por acaso que Serra, mesmo não tendo legitimidade para isso, tenha se esforçado para convencer de que faria muito mais. Como não é por acaso que o próprio Lula tem declarado que uma das tarefas que está se impondo, após passar o governo, será batalhar pela reforma política.

Essa situação também impõe à candidatura Dilma uma posição ofensiva em questões que dizem respeito ao futuro das grandes massas populares, do país e da própria América do Sul, sob pena de também perder apoios se não tiver posição definida a respeito delas. Nessas condições, se a candidatura Dilma não exercer uma combinação adequada entre seus limites, no âmbito da coligação política, e suas necessidades, no âmbito das demandas democráticas e populares, ela poderá ter dificuldade em responder adequadamente ao fogo adversário e continuar ampliando seu potencial de votos.

O desgaste da candidatura Serra, tanto pelas promessas populistas de fazer tudo em toda parte, quanto pelo reacionarismo demonstrado numa série de temas econômicos, sociais e mesmo de diplomacia externa, é evidente. Mas seria ilusão supor que, apesar disso, a grande mídia vai abandonar os temas polêmicos e evitar colocá-los em debate. Talvez ocorra justamente o oposto. Isto é, quanto mais a candidatura Serra afundar, mais ferrenha e violenta pode se tornar a campanha do quarto poder.

Este teste, aparentemente, será um teste da candidata e da sua coordenação coligada. Na verdade, porém, será principalmente um teste que colocará em pauta o papel do PT e de sua direção como principal partido na disputa. Se ele não entender isso, poderá sair enfraquecido, mesmo que Dilma vença no primeiro turno. A política, como a vida, se move à base de contradições. E há indícios de que essa é uma das presentes na atual campanha eleitoral.

Wladimir Pomar é escritor e analista político.



Tempos de desespero para o candidato da oposição no Brasil

August 20, 2010, by Unknown - No comments yet

SAO PAULO (AP) - O candidato oposicionista à presidência da República do Brasil está em uma queda tão rápida nas pesquisas que ele está colocando anúncios de televisão ligando-se ao presidente popular do país - que apóia a sua rival.

Spots de TV mostram José Serra com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma voz que soa muito como o presidente entoa "Serra e Lula, dois homens da história. Dois líderes experientes".

O único problema: Silva quer fazer história com a sua própria candidata, Dilma Rousseff, sua ex-chefe de pessoal.

Líderes do Partido dos Trabalhadores disseram na sexta-feira que iriam apresentar uma queixa perante o Supremo Tribunal Eleitoral, que impõe a legislação eleitoral.

"Eu acho que é estranho para um candidato tentar, de uma forma que muitas vezes é patética, ligar seu nome ao presidente Lula", Dilma disse em um encontro de jornalistas brasileiros no Rio de Janeiro na quinta-feira. "Ele foi contra o governo Lula durante todo seu mandato."

Serra - um centrista do Partido Social Democracia Brasileira, que foi trucidado por Silva na eleição presidencial de 2002 - afirma que Dilma Rousseff está tomando o crédito indevido de adiantamento do Brasil durante os dois termos da Silva. Ele tem um jingle de campanha que pede a ela para "tirar a mão do trabalho do Lula".

As pesquisas mostram que Serra tem boas razões para seus movimentos heterodoxos na campanha.

Uma pesquisa divulgada pelo instituto de pesquisa Ibope desta semana mostrou Rousseff liderando com 43 por cento a 32 por cento, contra 39-34 há duas semanas. A pesquisa foi feita entre 12-15 de agosto com 2.506 eleitores e tem margem de erro de 2 pontos percentuais.

Alguns analistas dizem que Dilma Rousseff poderia reunir mais de 50 por cento dos votos em 03 de outubro, evitando um segundo turno.

Com a classificação de aprovação de Lula da Silva pairando perto de 80 por cento, faz sentido para a Serra corajosamente ligar a si próprio com o seu antigo rival.

Mas a lei eleitoral do Brasil, proíbe os candidatos políticos de aparecer na TV ou spot de rádio com os membros de um partido ou coligação rival.

Analistas dizem que Serra está tentando distanciar Rousseff do toque de ouro de Silva - uma tarefa difícil, pois Silva está forte na campanha para sua candidata.

Serra, que é amplamente visto como um elitista acadêmico sem carisma, também quer atrair votos das massas pobres do Brasil transmitindo imagens de si mesmo em pé, ombro a ombro com Silva, o primeiro presidente do Brasil da classe trabalhadora.

Poucos acreditam que esta estratégia funcionará.

"Serra deveria ter mais carisma neste momento. Ele é muito experiente e tem feito campanha na TV desde a década de 1980", disse David Fleischer, cientista político da Universidade de Brasília. "De todos os candidatos, ele é mais experiente e deveria ser um melhor comunicador. Mas por que não é ele? Apenas parte de sua natureza, eu acho."

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