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Governo Dilma completa transmissão de cargo para 37 ministros

January 5, 2011, by Unknown - No comments yet

O período de troca e posse de ministros do governo Dilma Rousseff acabou na manhã desta terça-feira (4). A última pasta a fazer sua transmissão de cargo foi a Secretaria de Assuntos Estratégicos, que tem status de ministério. O embaixador Samuel Pinheiro Guimarães deu lugar ao sociólogo Moreira Franco. Guimarães deve ser indicado pelo Brasil para um cargo no Mercosul.

 

Veja a biografia de Moreira Franco

As transmissões de cargos começaram logo após a posse de Dilma, ainda no sábado (1º de janeiro), às 20h. O senador Alfredo Nascimento voltou a ser ministro dos Transportes pela terceira vez. Em seu primeiro discurso, após assumir pela terceira vez o cargo, Nascimento citou as realizações feitas pelo ministério nos últimos anos, além de destacar os desafios que encontrará à frente da pasta, durante o governo Dilma Rousseff.

“Se há oito anos precisávamos de recursos e de uma carteira de projetos, hoje vamos trabalhar no sentido de garantir ainda maior eficiência aos investimentos do Ministério dos Transportes e, principalmente, vamos avançar na consolidação da premissa que norteou o trabalho promovido até aqui: a inversão da matriz logística brasileira”, declarou o ministro.

O recém-empossado ministro ainda afirmou que, em sua gestão, as rodovias continuarão a receber os recursos necessários a sua adequada manutenção e modernização, mas que o Ministério dos Transportes será ainda mais ousado nos investimentos em ferrovias e hidrovias.

Veja a biografia de Alfredo Nascimento.

Das 37 pastas ministeriais, 9 tiveram a permanência de seus ministros determinada pela presidenta. São elas: Advocacia-geral da União (AGU), com Luís Inácio Lucena Adams; Controladoria-Geral da União, com Jorge Hage Sobrinho; Defesa, com Nelson Jobim; Educação, com Fernando Haddad; Esporte, com Orlando Silva Jr.; Meio Ambiente, com Izabella Teixeira; Trabalho e Emprego, com Carlos Lupi; e Fazenda, com Guido Mantega.

Secom

No domingo (2) de manhã, foi a vez de Franklin Martins passar o cargo à jornalista Helena Chagas. A ministra se disse honrada de substituir Martins e de assumir a Secom em um momento rico da história do Brasil. “Somos uma das maiores democracias do planeta. Há oito anos elegemos um metalúrgico e, agora, uma mulher ex-prisioneira da ditadura”, destacou. Para ela, vivemos em um país com ampla liberdade de imprensa e conta que conheceu a censura e por isso tem um compromisso com a livre expressão.

Veja a biografia de Helena Chagas.

Justiça

As prioridades para o novo ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, serão o combate ao crime organizado, às drogas e a redução da criminalidade. Em sua primeira fala como Ministro da Justiça, também no domingo, ele elogiou gestões anteriores da pasta e revelou as principais linhas de ação que o ministério deve adotar a partir de agora.

O ministro planeja realizar, em fevereiro, reunião com os governadores dos estados brasileiros para iniciar um processo de articulação institucional e integração de ações para o combate ao crime organizado e à violência. Cardozo avalia que o atual momento brasileiro permite planejar uma grande articulação e aposta na parceria com todos, inclusive os governadores de partidos de oposição.

“Uma intervenção séria de combate ao crime organizado apenas será exitosa se conseguirmos articular ações preventivas e repressivas que, bem pactuadas e executadas, envolvam a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios”, destacou.

Veja a biografia de José Eduardo Cardozo.

Casa Civil

Ainda na manhã domingo (2), Antonio Palocci recebeu o cargo de ministro da Casa Civil. Como chefe de todos os ministros, Palocci exaltou os colegas a visualizar a pasta como um espaço de diálogo franco sobre os grandes desafios de governo.

“Meu esforço será o de expressar adequadamente as determinações da presidenta Dilma e de, a partir dessas determinações, construir com vocês os melhores desenhos sobre os programas prioritários do governo. A Casa Civil não é um ministério autônomo, de ideias e projetos próprios. É um órgão da Presidência dedicado a servir suas determinações e auxiliar no preparo de suas altas decisões”, disse em seu discurso.

Veja a biografia de Antonio Palocci.


Relações Exteriores

Na tarde de domingo, em seu primeiro discurso como ministro das Relações Exteriores (MRE), Antônio Patriota, se comprometeu com uma gestão que continue a valorizar a principal vantagem comparativa brasileira: os recursos humanos, e que busque valer-se das novas tecnologias da informação para modernizar os métodos de trabalho.

“Precisamos nos preparar para uma demanda por mais Brasil em todos os temas da frente externa. Continuaremos a privilegiar o diálogo e a diplomacia como método de solução de tensões e controvérsias; a defender o respeito ao direito internacional, à não-intervenção e ao multilateralismo. A militar por um mundo livre de armas nucleares; a combater o preconceito, a discriminação e a arbitrariedade; e a rejeitar o recurso à coerção sem base nos compromissos que nos irmanam como comunidade internacional”, afirmou Patriota.

Como âncora, segundo o ministro, “teremos à nossa disposição um Mercado Comum do Sul (Mercosul) robusto e uma União de Nações Sul-Americanas (Unasul) crescentemente coesa. Compete-nos completar a transformação da América do Sul em um espaço de integração humana, física, econômica, onde o diálogo e a concertação política se encarregam de preservar a paz e a democracia”.

As parcerias estratégicas já estabelecidas, como o Fórum Índia, Brasil e África do Sul (Ibas) e a Cúpula América do Sul-Países Árabes, continuarão a ser cultivadas e aprimoradas. “Comprometo-me, ademais, a manter uma agenda ativa com nossos parceiros na África – intensificando nossa cooperação e nosso diálogo com o continente irmão”, disse Patriota.

Veja a biografia de Antônio Patriota.

Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Tereza Campello assumiu o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) ainda na tarde de domingo (2). A economista aceitou o desafio da presidente Dilma Rousseff de erradicar a miséria no Brasil e promover a inclusão produtiva. “É possível e temos o dever de ousar mais uma vez”, afirmou.

Ela falou dos próximos passos da pasta: “Esta próxima etapa buscará incluir o núcleo dos brasileiros mais pobres e o núcleo mais complexo e os mais vulneráveis, os invisíveis afastados dos serviços públicos, sem documento, sem direito, sem cidadania.” E lembrou que o esforço dos próximos quatro anos implica em continuidade, consolidação das conquistas e aprofundamento das políticas de inclusão. “Isto exigirá inovação e superação”, salientou.

Veja a biografia de Tereza Campello.

Secretaria-Geral

As transmissões de cargos no domingo foram encerrados, no final da tarde, com a cerimônia da Secretaria-Geral da Presidência da República, outra pasta que tem status de ministério. O ex-chefe de gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, assumiu o posto que estava sendo ocupado pelo ministro Luiz Dulci, no Espaço Niemeyer do Palácio do Planalto.

Veja a biografia de Gilberto Carvalho.

Direitos Humanos

Outra secretaria com status de ministério, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) foi a primeira a realizar a transmissão de cargos na segunda-feira (3), às 9h. Saiu Paulo Vannuchi e, em seu lugar, assumiu a professora e deputada federal Maria do Rosário.

Maria do Rosário também pediu união para superar os desafios, em seu discurso. Ela também reafirmou a importância da implementação da terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos.

“O mais importante é que estejamos unidos, governo, sociedade e movimentos sociais. Não vamos descansar enquanto não assegurarmos os Direitos Humanos para todos os brasileiros e brasileiras”, salientou a ministra.

Maria do Rosário colocou-se ao lado das populações vulneráveis e prometeu não descansar na luta pela garantia dos direitos para esses grupos. Segundo a ministra, “o desrespeito aos Direitos Humanos de um indivíduo ou grupo social é igualmente inadmissível, não importa de onde sejam o perpetrador ou a vítima, ou onde ocorra a violação. [Os Direitos Humanos] não estão sujeitos a negociação, pois são indissociáveis da própria humanidade”.

Veja a biografia de Maria do Rosário.


Ciência e Tecnologia

Avançar na área de formação de recursos humanos e nos setores de pesquisas e inovação é um dos desafios do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que assumiu a pasta na segunda de manhã.

Em seu discurso, Mercadante disse que será responsável por um ministério fundamental para o desenvolvimento da economia e de produtos competitivos. Frisou que pretende investir ainda mais em cooperação internacional e sustentabilidade.

Sobre o desafio de ampliar cada vez mais a participação da ciência, da tecnologia e da inovação no Produto Interno Bruto (PIB), Mercadante disse que a meta é aumentar esse percentual de 1,25% para 2,5%. “O mundo da ciência e da tecnologia é estratégico para que possamos crescer com qualidade, gerando maior valor agregado aos nossos produtos e serviços, e em consequência, a competitividade global da economia, e acentuando o atual processo de inclusão social”.

Em sua fala, o novo ministro destacou ainda a inclusão digital como mecanismo de disseminação da ciência entre os jovens.

Veja a biografia de Aloízio Mercadante.

Minas e Energia

Em transmissão de cargo que ocorreu por volta das 10h de segunda-feira (3), o senador Edison Lobão assumiu o Ministério de Minas e Energia (MME) garantindo dar continuidade aos projetos iniciados pela ex-ministra (Dilma), hoje presidenta do Brasil, e que foram continuados pelo então ministro Márcio Zimmermann.

Lobão lembrou que o Brasil possui na produção de energia e o modo como essa estrutura proporciona ao País uma posição comercial positiva. “Essa situação nos proporciona uma grande vantagem competitiva no suprimento energético de fonte limpa, renovável e no abastecimento mineral, abrindo um enorme leque de oportunidades para o nosso desenvolvimento”, comentou.

O ministro ressaltou programas como o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), que prevê para os próximos dez anos uma taxa média de crescimento de 5,8%. “Vamos cumprir o plano decenal de expansão de energia.

As usinas hidrelétricas também foram destacadas pelo ministro, entre elas as usinas do Rio Madeira. De acordo com Lobão, algumas delas poderão entrar em funcionamento ainda este ano. Para ele, “o desenvolvimento jamais se dará com o sacrifício do meio ambiente”, destacando o vigor com que as regras ambientais veem sendo respeitadas.

Veja a biografia de Edison Lobão.

Planejamento, Orçamento e Gestão

Enquanto as transmissões de cargos ocorriam na MTE e no MME, no auditório do Bloco do Bloco K da Esplanada dos Ministérios, Miriam Belchior também assumia o cargo de ministra do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

A ministra destacou como meta a incorporação do papel de facilitador das ações governamentais, enfrentando, com os demais ministérios, os principais gargalos institucionais da administração pública federal.

Para ela, os recursos deverão ser canalizados para as prioridades da Presidenta Dilma Rousseff: a erradicação da miséria com criação de oportunidades para todos, a educação e saúde de qualidade, a melhoria da segurança pública, o combate incansável às drogas e os investimentos em infraestrutura necessários ao crescimento do país.”

De acordo com a ministra, não se abrirá mão de investimentos para atingir essas prioridades, no entanto, “isso pode ser feito com maior eficiência. (...) É possível fazermos mais com menos”, disse.

“Alem de toda responsabilidade que assumo hoje, tenho uma outra missão

a cumprir, juntamente com a nossa Presidenta e todas as outras Ministras: demonstrar que as mulheres podem dividir com os homens a condução do nosso País”, afirmou Miriam Belchior.

Veja a biografia de Miriam Belchior.

Políticas para as Mulheres

Dando sequência às transmissões de cargo na segunda-feira, no período da manhã, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Iriny Lopes, assumiu o cargo dizendo que vai continuar a dar “tratamento decisivo” ao enfrentamento à violência contra a mulher.

Iriny Lopes aceitou o desafio de erradicar a miséria no País. “É preciso acabar com a pobreza entre as mulheres, dando condições para que elas possam trabalhar, sem se preocupar com os cuidados com os filhos”, explicou. Segundo ela, o governo tem de criar creches para que as mães possam ir atrás do sustento da família. “Que mãe pode trabalhar e constituir sua autonomia econômica sem essa retaguarda? Os filhos são responsabilidade da mãe, do pai e do Estado”, declarou.

Veja a biografia de Iriny Lopes.

Desenvolvimento Agrário

A principal meta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) na gestão da presidenta Dilma Rousseff é a integração das políticas da agricultura familiar às políticas de combate à pobreza e de inclusão social e o diálogo com os movimentos sociais.

O anúncio foi feito pelo novo ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, durante solenidade de transmissão do cargo. Florence destacou o combate à miséria extrema como foco da próxima gestão.

"A presidenta Dilma estabeleceu esse objetivo como primeiro por meio de um conjunto de políticas para o campo e para a cidade; adensando a cadeia produtiva, garantindo crédito, comercialização justa e assistência técnica, além da continuidade e aprofundamento da política de reforma agrária e acesso à terra".

Florence garantiu a continuidade do "programa de mudanças" desenvolvido nos últimos oito anos e destacou que o fortalecimento e aprofundamento de todas as políticas do MDA são fundamentais para manter o diálogo com os movimentos sociais. "O MDA tem uma experiência profícua de relação com os movimentos sociais e vamos manter os canais de negociação. O objetivo é único: uma pátria livre, soberana e de todos onde a agricultura familiar permita que tenhamos um país mais generoso."

Veja a biografia de Afonso Florence.

Desenvolvimento, Indústria e Comércio

Ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel assumiu o cargo de ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no final da manhã de segunda. A transmissão de cargos aconteceu no estacionamento do Bloco J, na Esplanada dos Ministérios.

Veja a biografia de Fernando Pimentel.

Pesca e Aquicultura

Primeira mulher eleita ao Senado pelo estado de Santa Catarina, Ideli Salvatti, assumiu o Ministério de Pesca e Aquicultura  afirmando continuidade e anunciou as recomendações da presidenta. “A aquicultura e a pesca tem um papel social importante, a Dilma pediu que eu cuidasse dos pequenos, pois eles têm de continuar a ser prioridade, mas sem esquecer de ampliar a produção. O setor tem condições de aumentar o consumo interno, externo e a exportação”, enfatizou Salvatti.

Ao transmitir o cargo, o ex-ministro Altemir Gregolin afirmou que “a ministra já demonstrou uma imensa capacidade como militante e como senadora e, que agora, vai ajudar para que o setor continue crescendo e desenvolvendo o potencial da pesca e da aquicultura no País”.

Veja a biografia de Ideli Salvati.

Relações Institucionais

O deputado federal Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira tomou posse como ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República no final da manhã de segunda-feira. Ele substitui o ministro Alexandre Padilha, que foi transferido para o Ministério da Saúde.

Nóbrega, agora, vai ser responsável pela articulação política do Executivo com o Congresso e com governadores e prefeitos. Ao assumir a pasta, Luiz Sérgio passa também a exercer a função de secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão consultivo da Presidência da República, que reúne 90 líderes da sociedade civil.

Veja a biografia de Luiz Sérgio de Oliveira.

Promoção da Igualdade Racial

A nova dirigentee da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Helena de Bairros, aproveitou a cerimônia de transmissão de cargo para convocar o movimento negro para ajudar no processo de erradicação da pobreza. “As prioridades da presidenta Dilma não só respondem às reivindicações do movimento negro, mas vem ao encontro da inclusão das minorias étnicas”, ressaltou já na tarde de segunda-feira.

Em seu discurso, Luiza Bairros reconheceu a importância do legado deixado pelas administrações anteriores da Seppir, e se comprometeu a ampliar a estrutura da secretaria, que tem status de ministério.

A socióloga destacou a importância das leis, como as que regem o direito à terra das comunidades quilombolas, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e suas alterações e o Estatuto da Igualdade Racial, em vigor desde 20 de outubro de 2010. “Vamos nos dedicar à missão institucional, consolidando a relação com legislativo e a justiça para que se cumpram as leis”.

Veja a biografia de Luiza Helena de Bairros.

Comunicações

O novo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou, durante a cerimônia de transmissão de cargo, realizada na tarde da segunda-feira, que o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) será uma das prioridades de sua gestão. “Vamos trabalhar de forma articulada com o setor privado, com o desafio de ampliar e baratear o acesso à internet de alta velocidade”.

Paulo Bernardo destacou que a melhoria das condições de vida da população brasileira, ocorrida nos últimos anos, promoveu o surgimento de uma “nova classe média”, que precisa ter acesso garantido à internet banda larga e aos demais serviços de comunicação.

“Além disso, receberemos nos próximos anos dois grandes eventos, a Copa do Mundo e as Olimpíadas, e precisamos nos preparar, inundando o país com redes de comunicação”, ressaltou.

O ministro afirmou, ainda, que é necessário estabelecer um novo marco regulatório para o setor das comunicações, mas fez questão de destacar que este tema será discutido em um amplo debate, que envolverá diversos setores da população, inclusive com a realização de consulta pública. Ele garantiu, também, que a liberdade de expressão e de imprensa não serão abaladas.

Veja a biografia de Paulo Bernardo.

Banco Central

Ao assumir a presidência do Banco Central do Brasil, função com status de ministro, Alexandre Tombini reafirmou o compromisso de  assegurar a estabilidade do poder de compra do real  e a de garantir um sistema financeiro sólido e eficiente

“A estabilidade do poder de compra da nossa moeda – o real – é uma conquista da sociedade brasileira. A sua manutenção é um desafio permanente, cuja responsabilidade recai sobre todo o governo mas, principalmente, sobre o Banco Central.

Para ele, o regime de metas para a inflação é o instrumento mais adequado para o cumprimento dessa missão porque, ao longo de 11 anos, vem tendo sucesso inquestionável no alcance do seu objetivo.

“O compromisso com as metas de inflação é complementado pelo regime de câmbio flutuante, capaz de absorver choques externos. E por uma política fiscal consistente com a redução da relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto”, afirmou Tombini.

Tombini disse ainda que a consolidação dessa política macroeconômica, combinada ao contínuo aperfeiçoamento do marco legal e regulatório brasileiro, propiciará as condições necessárias para, no futuro, discutirmos a convergência da nossa meta de inflação para níveis mais baixos, semelhantes aos observados nas principais economias emergentes. “Esse é um processo que devemos ter a ambição de perseguir no futuro”.

Veja a biografia de Alexandre Tombini.

Integração Nacional

O novo Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra de Souza Coelho, disse ao assumir o cargo, na última segunda, que pretende reposicionar o órgão de acordo com as dimensões do Território Nacional, levando as suas ações a todas as regiões do País.

Fernando Bezerra destacou que, por determinação da presidenta Dilma Rousseff, dará atenção especial ao Projeto de Integração do Rio São Francisco com as bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional e à Ferrovia Transnordestina, duas das mais importantes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O novo ministro comprometeu-se em agilizar o processo de implantação da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e em fortalecer as Superintendências de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do Norte (Sudam). Outro compromisso assumido por ele foi a criação da Secretaria Nacional de Irrigação, com a missão de dar mais dinamismo aos perímetros irrigados, sob coordenação da Integração Nacional.

Veja a biografia de Fernando Bezerra Coelho.

Previdência Social

Ao assumir o cargo de ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, disse que comandar a estrutura da Previdência brasileira será um dos maiores desafios de sua trajetória política.

Ao falar sobre o aumento da expectativa de vida dos brasileiros – hoje em 73,2 anos, segundo dados do IBGE –, Garibaldi Alves destacou a urgente inclusão de todos os idosos na cobertura previdenciária. “É preciso impor, ainda, a meta para incluir no Regime Geral da Previdência Social parcela significativa da população economicamente ativa, que continua de fora, principalmente os trabalhadores do mercado informal”, disse.

Garibaldi defendeu ainda que a discussão sobre a reforma da Previdência seja feita de forma planejada e articulada. “As questões impõem intrincados desafios, como o de buscar equilíbrio entre tempo de contribuição e tempo de recebimento, desafios inerentes ao fator previdenciário”, disse.

O ministro afirmou ainda estar consciente de que é preciso estreitar os controles e medidas de combate à sonegação e às fraudes, além de reforçar e consolidar os programas de resgate dos créditos do INSS junto às empresas e instituições devedoras.

Veja a biografia de Garibaldi Alves.

Saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em seu discurso de posse disse que uma das suas prioridades de gestão será garantir o atendimento de qualidade à população e em tempo adequado para o tratamento do paciente. Padilha reforçou que trabalhará na promoção da saúde e na prevenção de doenças, itens que compõe os pontos para a saúde determinados pela presidenta Dilma Rousseff.

“A grande reclamação das pessoas é exatamente o não acesso, a demora, a espera. Tenho, como ministro da Saúde, uma obsessão: colocar no centro do planejamento das ações em Saúde neste País um esforço de perseguir a garantia do acolhimento de qualidade em tempo adequado às necessidades das pessoas”, afirmou Padilha, durante a cerimônia em que recebeu formalmente o comando do ministério pelas mãos de seu antecessor, José Gomes Temporão.

Padilha propôs a definição de um indicador nacional sobre a qualidade do acesso aos serviços de saúde e a definição de um mapa nacional das necessidades em saúde, que auxiliasse o monitoramento da situação em todo o País.

Ao novo ministro da Saúde, a presidenta da República fez quatro pedidos formais. O primeiro deles é uma atenção à Saúde da Mulher e da Criança, o que inclui a constituição da Rede Cegonha - que leva em conta os cuidados desde a gestação até os primeiros anos de vida da criança – e um esforço de prevenção, reabilitação e cuidado relacionado ao câncer de mama e de colo de útero.

Dilma Rousseff incumbiu o ministro Padilha ainda de oferecer, por meio do programa Aqui Tem Farmácia Popular, medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes, além de um cuidado prioritário em relação à implantação de Unidades de Pronto-Atendimento 24 Horas (Upas) em todo o Brasil, sem deixar de lado a importância da formação e fixação de profissionais.

“Implantar Upas, um esforço nacional de mobilização contra a dengue – assim como o enfrentamento ao crack – também estarão em evidência na pauta da nova equipe que compõe o Ministério da Saúde. Esse não é um desafio só da área da Saúde, envolve outros segmentos. Mas se a Saúde não liderar, não protagonizar as ações de prevenção, de tratamento, de reabilitação, reinserção social, vamos perder a oportunidade de interromper o avanço desse problema”, afirmou o ministro.

Veja a biografia de Alexandre Padilha.

Turismo

Planejamento e continuidade foram as palavras que deram o tom do discurso de posse do ministro do Turismo, Pedro Novais, que recebeu o cargo do sociólogo Luiz Barretto. O deputado enumerou 12 prioridades de sua administração, que incluem a consolidação e ampliação de programas e projetos em andamento no Ministério do Turismo (MTur).

Ampliar a infraestrutura turística, as ações de qualificação de mão-de-obra e os programas para inclusão de idosos, jovens e deficientes no turismo; investir na consolidação dos 65 destinos indutores do desenvolvimento regional e incrementar a parceria com outros ministérios com vistas à preparação para a Copa do Mundo e as Olimpíadas foram algumas das ações citadas por Novais.

O ministro disse ainda que pedirá apoio ao Congresso Nacional para aprovação dos projetos que tratam do aumento de capital estrangeiro nas empresas aéreas nacionais e da flexibilização de vistos para turistas estrangeiros, desde que garantida a reciprocidade.

Novais anunciou também a criação do Plano Nacional de Turismo 2011/2014, que traça diretrizes e metas para o turismo brasileiro nos próximos anos. Segundo o ministro, o trabalho será feito a partir da “integração” com o Conselho Nacional de Turismo (CNT), Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes de Turismo (Fornatur) e dos empresários e entidades do setor.

Veja a biografia de Pedro Novais.

Cidades

A cerimônia de transmissão de cargo do ministro Márcio Fortes de Almeida ao ministro Mário Negromonte foi realizada na sede do Ministério das Cidades. Em seu discurso, o ministro afirmou seu compromisso com uma gestão voltada para o cumprimento das metas, programas e ações do ministério. Ele pediu uma parceria com a sociedade civil organizada, empresários e trabalhadores, além do apoio dos próprios funcionários do ministério.

O ministro salientou ainda a importância do apoio da bancada de seu partido, o Partido Progressista (PP), a colaboração de governadores e prefeitos e a contribuição dos demais pares do Congresso Nacional.

Veja a biografia de Mário Negromonte.

Segurança Institucional

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão com status ministerial da Presidência da República, realizou transmissão de cargo no final da tarde de segunda-feira. O general Jorge Armando Félix deu lugar ao general José Elito Carvalho Siqueira.

O GSI tem como área de competência a assistência direta e imediata ao presidente da República no desempenho de suas atribuições; a prevenção da ocorrência e articulação do gerenciamento de crises, em caso de grave e iminente ameaça à estabilidade institucional; o assessoramento pessoal ao presidente da República em assuntos militares e de segurança; a coordenação das atividades de inteligência federal e de segurança da informação; a segurança pessoal do chefe de Estado, do vice-presidente da República e dos respectivos familiares, dos titulares dos órgãos essenciais da Presidência da República e de outras autoridades ou personalidades quando determinado pelo presidente da República, assegurado o exercício do poder de polícia; e a segurança dos palácios presidenciais e das residências do presidente e vice-presidente da República, assegurado o exercício do poder de polícia.

Veja a biografia de José Elito Carvalho Siqueira.

Portos

Outra pasta com status de ministério, a Secretaria dos Portos foi uma das últimas a realizar a transmissão de cargo. Saiu Pedro Brito e assumiu o ex-prefeito de Sobral (CE), José Leônidas Cristino.

A cerimônia foi realizada às 17h, no Auditório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), localizado no SBN – Quadra 01 – Bloco C – Ed. Roberto Simonsen.

Veja a biografia de José Leônidas Cristino.

Cultura

O último ministério a realizar a transmissão de ministros, na noite segunda-feira (3), foi o Ministério da Cultura (MinC). O ator Juca Ferreira passou o cargo à artista Anna de Hollanda, irmã do cantor Chico Buarque, em cerimônia realizada no Museu Nacional.

Anna de Hollanda adiantou que o Ministério da Cultura vai estar organicamente conectado – em todas as suas instâncias e em todos os seus instantes – ao programa geral do governo da presidenta Dilma. “Às grandes metas nacionais de erradicar a miséria, garantir e expandir a ascensão social, melhorar a qualidade de vida nas cidades brasileiras, promover a imagem, a presença e a atuação do Brasil no mundo. A chama da cultura e da criatividade cultural brasileira deverá estar acesa no coração mesmo de cada uma dessas grandes metas”, disse.

Segundo ela, erradicar a miséria, assim como ampliar a ascensão social, é melhorar a vida material de um grande número de brasileiros e brasileiras. Mas não pode se resumir a isso. Para a realização plena de cada uma dessas pessoas, tem de significar, também, acesso à informação, ao conhecimento, às artes. É preciso, por isso mesmo, ampliar a capacidade de consumo cultural dessa multidão de brasileiros que está ascendendo socialmente, afirmou.

Veja a biografia de Anna de Hollanda.

Fonte:
Portal Brasil

 



Itamaraty diz que 47 autoridades estrangeiras confirmam presença em posse de Dilma

December 29, 2010, by Unknown - No comments yet

Às vésperas da posse da presidenta eleita Dilma Rousseff, as autoridades estrangeiras ainda confirmam presença nas cerimônias em Brasília, no dia 1º. Até segunda-feira (27), o Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, contabilizava 47 confirmações de autoridades estrangeiras, a maioria de países latino-americanos e africanos.

A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, enviará como seu representante o chanceler Héctor Timerman. Os presidentes do Uruguai, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Venezuela, Bolívia e Paraguai, entre outros, além da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, o príncipe das Astúrias Felipe da Espanha e o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Chung Un-chan, confirmaram que virão para a solenidade em Brasília. Representantes de países africanos e europeus também já enviaram comunicados.

Os últimos detalhes para as três cerimônias – no Congresso Nacional, no Palácio do Planalto e no Itamaraty - estão em fase final. Para a recepção aos convidados, no Itamaraty, será servido um coquetel. O vinho escolhido é da vinícola gaúcha Casa Valduga, que venceu a licitação feita pelo Itamaraty. A empresa é sediada em Bento Gonçalves, a 120 km de Porto Alegre (RS).

As solenidades de posse começam às 14h30, do próximo sábado, com um desfile em carro aberto ou fechado, caso chova. A previsão é que as festas acabem por volta das 21h.


Fonte:
Agência Brasil

 



Eleição da 1ª mulher presidenta rompe preconceitos e enche de esperança o povo, diz Dilma

December 18, 2010, by Unknown - 2 comments

A presidenta eleita Dilma Rousseff afirmou que a esperança e a ousadia que levaram o povo brasileiro a eleger um trabalhador para a Presidência da República são os mesmos sentimentos que levaram os brasileiros a eleger uma mulher presidenta. “Para além da minha pessoa, esse fato demonstra o grau de maturidade da democracia brasileira”, disse.

As declarações foram feitas nesta sexta-feira (17), durante a diplomação de Dilma e do vice-presidente eleito, Michel Temer, pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE), em Brasília. Na ocasião, a futura presidenta elogiou a “tecnologia verde-amerela” do processo eleitoral do País que, “com lisura, eficiência e confiabilidade, permitiu a chegada de um operário ao poder e agora permite a chegada de uma mulher ao posto máximo do Executivo".

Para ela, tal fato “rompe com os preconceitos, desafia os limites e enche de esperança um povo sofrido – e também de orgulho as mulheres”. A cerimônia foi conduzida pelo presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, e acompanhada por mais de 150 pessoas, entre senadores e ministros recém-nomeados.

A diplomação reconhece oficialmente Dilma e Temer como vencedores das últimas eleições presidenciais. Dilma será empossada em 1º de janeiro, quando receberá a faixa presidencial das mãos do presidente Lula.

Ao conceder o diploma, Lewandowski destacou que “pela vontade do povo brasileiro expressa nas urnas em 31 de outubro, a candidata Dilma Vana Rousseff foi eleita presidente da República Federativa do Brasil”. Após entregar o diploma a Temer, Lewandowski elogiou o uso da urna eletrônica nas eleições, dizendo que elas voltaram a conferir “transparência e legitimidade a todo o sistema eleitoral”.

Já a futura presidenta destacou que sua vitória foi uma conquista excepcional. “O povo sofrido agora fica cheio de esperança num futuro que já começou a chegar (...). Quero dedicar todo meu carinho e empenho aos desejos mais justos e destacados das famílias brasileiras: a educação das crianças e jovens, a segurança das nossas comunidades e a saúde de todos os brasileiros”, acrescentou a presidenta eleita.

Dilma reafirmou que vai cuidar da estabilidade econômica e dos investimentos, que segundo ela, são tão necessários ao crescimento e ao emprego. Reforçou ainda que defenderá sempre a liberdade de imprensa e de culto.

Dilma disse estar ciente da responsabilidade “de suceder um governante da estatura do presidente Lula” e declarou: “Sei que há muitas expectativas sobre o nosso governo. Sei da responsabilidade de suceder um presidente como Lula, mas se pensarmos o que cada um de nós pode fazer pelo Brasil vamos descobrir uma força infinita que, a cada momento se alimenta e se renova: a força da união de nosso País, nossa Nação, nossa sociedade”.

Emocionada, disse que queria compartilhar o diploma que estava recebendo com cada brasileiro e, principalmente, com as mulheres, “com alegria e humildade e uma enorme disposição de empenhar todo o meu esforço para honrar as mulheres, honrar os mais frágeis e governar para todos”.

Após a diplomação, Dilma e Temer seguiram para o Palácio do Itamaraty, onde foi oferecida uma recepção a cerca de 400 pessoas.

Fonte:
Portal Brasil



Dilma será diplomada nesta sexta (17) no TSE

December 17, 2010, by Unknown - No comments yet

A presidenta eleita, Dilma Rousseff, e o vice, Michel Temer, serão diplomados pela Justiça Eleitoral em cerimônia realizada nesta sexta-feira (17), às 17h, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cerimônia contará com 250 convidados e não terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a agenda oficial de Lula, ele participará apenas do coquetel comemorativo no Palácio Itamaraty, após a diplomação.

A diplomação atesta a vitória nas urnas e torna os políticos eleitos aptos a serem empossados no cargo. No caso da presidenta e de seu vice, a posse será no dia 1º de janeiro de 2011.

Apenas a diplomação presidencial ocorre no TSE. Para os demais cargos, os tribunais regionais eleitorais é que devem realizar as cerimônias. Nesses casos, o prazo para que a diplomação ocorra termina também nesta sexta-feira.


Perfil da cerimônia

Devido ao espaço restrito no plenário do TSE, que tem apenas 78 cadeiras, apenas 100 convidados presenciarão a diplomação de Dilma Rousseff e Michel Temer — outras 22 cadeiras precisaram ser colocadas no local. Os outros 150 convidados acompanharão a cerimônia no auditório do TSE, localizado um andar acima do plenário. O TSE prevê que o evento dure cerca de uma hora.

A solenidade terá início quando os ministros do TSE tomarem seus lugares, seguidos pelos demais convidados. Dilma e Temer só entrarão no salão após o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, abrir a sessão solene. Em seguida, será executado o Hino Nacional.

Lewandowski entregará o diploma à presidenta eleita e, em seguida, ao seu vice. Está previsto um breve discurso de Dilma Rousseff, última etapa da diplomação. Os cumprimentos serão recebidos em um salão ao lado do plenário.

Após a solenidade no TSE, será realizada no Palácio Itamaraty uma recepção para 400 convidados. A agenda de Lula prevê que ele estará na festa a partir das 19h.


Fonte:
Agência Brasil



Dilma convida Izabella Teixeira, Haddad e Lupi para permanecerem em suas pastas no futuro governo

December 17, 2010, by Unknown - One comment

A presidenta eleita da República, Dilma Rousseff, convidou para sua equipe o professor Fernando Haddad, para continuar à frente do Ministério da Educação; a bióloga Izabella Teixeira, para o Ministério do Meio Ambiente; e o ex-deputado Carlos Lupi para o Ministério do Trabalho e Emprego. A informação foi divulgada pela equipe de transição nesta quinta-feira (16), por meio de nota oficial.

Ainda segundo a nota, “a presidenta eleita considera que esses brasileiros têm dado e continuarão a dar importante contribuição para o desenvolvimento do País. Ela orientou os novos auxiliares a trabalhar de forma integrada com os demais ministérios para promover os avanços que vão assegurar a melhoria de vida de todos os brasileiros”.

A diplomação da presidenta eleita e de seu vice, Michel Temer, está prevista para esta sexta-feira (17), às 17h, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.

Ouça abaixo o áudio da matéria:
Dilma convida Izabella Teixeira, Haddad e Lupi para permanecerem em suas pastas; áudio

Fonte: 
Portal Brasil



Dilma Rousseff convida mais cinco integrantes da equipe do futuro governo

December 16, 2010, by Unknown - No comments yet

A presidenta eleita da República, Dilma Rousseff, convidou nesta quarta-feira (15) cinco novos auxiliares para integrarem sua futura equipe de governo. Segundo a nota oficialdivulgada pela equipe de transição, o atual secretário-geral do Itamaraty, embaixador Antônio Patriota, será o ministro das Relações Exteriores; o ministro da Defesa, Nelson Jobim, permanecerá no cargo; o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, ficará à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic); o senador Aloizio Mercadante será o titular do Ministério da Ciência e Tecnologia; e o geólogo Giles Carriconde Azevedo será o chefe do Gabinete da presidenta da República.

A nota reafirma que “a presidenta eleita orientou os novos auxiliares a trabalhar de forma integrada com os demais setores do governo para cumprir seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e estabilidade econômica, promovendo avanços e assegurando a melhoria de vida de todos os brasileiros”.

Conheça o perfil dos futuros ministros da gestão Dilma Rousseff

Fonte: 
Portal Brasil



Mantega anuncia nova equipe da Fazenda no governo Dilma

December 16, 2010, by Unknown - No comments yet

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira (15) a equipe que o acompanhará na pasta a partir de janeiro. Do time atual, saem o secretário executivo, Nelson Machado, e o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, permanece no cargo e terá a função de conter os gastos públicos em 2011.

Os nomes foram divulgados em nota oficial do ministério. Permanecem no cargo, além de Augustin, a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Adriana Queiroz de Carvalho, e o secretário de Acompanhamento Econômico, Antônio Henrique Silveira.

No mês passado, Augustin teve o nome anunciado na Secretaria de Fazenda do Rio Grande do Sul, no mandato do governador eleito Tarso Genro. Ele, no entanto, recebeu convite para permanecer em Brasília e aceitou.

Na Receita Federal, Carlos Alberto Barreto assumirá no lugar de Otacílio Cartaxo, que teve a gestão marcada pelos escândalos de vazamento de sigilos fiscais de contribuintes. Barreto foi secretário adjunto na gestão de Jorge Rachid na Receita e, atualmente, preside o conselho que julga recursos administrativos de contribuintes ao Fisco.

O atual secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, passará a ser o secretário executivo, segundo homem mais importante no ministério, substituindo Nelson Machado. Márcio Holland de Brito assumirá a Secretaria de Política Econômica, no lugar de Barbosa. Diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Márcio Cozendey irá para a Secretaria de Assuntos Internacionais da Fazenda.

O diplomata foi um dos principais executores da política de retaliação comercial aos Estados Unidos no caso dos subsídios do algodão.

Fonte: 
Agência Brasil



Plenário do Senado homologa nome de Alexandre Tombini para o Banco Central

December 16, 2010, by Unknown - No comments yet

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (15), por 37 votos a sete, a mensagem presidencial com a indicação do economista Alexandre Tombini para a presidência do Banco Central (BC). Tombini foi indicado pela futura presidenta Dilma Rousseff para assumir o lugar de Henrique Meirelles, que presidiu o BC nos oito anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Tombini, atual diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro da instituição.

O novo presidente do Banco Central é funcionário de carreira da casa e já atuou na formulação da política de metas de inflação. Tombini assumirá o BC em 3 de janeiro, junto com os demais ministros do governo Dilma.

Tombini é economista formado pela Universidade de Brasília (UnB) e tem PhD em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e participou da montagem do atual regime de metas para inflação. No BC, Tombini já ocupou a diretoria de Estudos Especiais e a chefia do Departamento de Estudos e Pesquisas. Também atuou nos Ministérios do Planejamento e da Fazenda. Entre 2001 e 2006, foi assessor sênior da Diretoria Executiva no escritório da representação brasileira junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Durante a votação em Plenário, os senadores destacaram as qualidades técnicas do indicado, funcionário de carreira do BC há mais de 15 anos. O senador Gerson Camata (PMDB-ES), por exemplo, observou que Tombini "foi claro, preciso" e "não se omitiu em nada" durante a sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), realizada no último dia 7 de dezembro. “Certamente, ele foi preparado por Meirelles para ficar em seu lugar”, disse o parlamentar.

O texto foi relatado na CAE pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Durante sabatina na comissão, Tombini defendeu a manutenção da política econômica do atual presidente do BC, Henrique Meirelles. E afirmou que não hesitará em lançar mão de "medidas prudenciais" para manter a inflação sob controle, a estabilidade da economia e o poder de compra da moeda, além de prevenir a formação de bolhas de crédito.

Tombini também garantiu que, sob seu comando, o BC desfrutará de autonomia operacional para perseguir a meta de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5% para os próximos dois anos.



Zymler toma posse como novo presidente do TCU em cerimônia com Lula e Dilma

December 10, 2010, by Unknown - No comments yet

O presidente e o vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler e Augusto Nardes, tomaram posse nesta quarta-feira (8), em cerimônia com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta eleita, Dilma Rousseff, além de governadores, parlamentares e integrantes do Judiciário. Zymler e Nardes foram eleitos no ultimo dia 1º para mandato de um ano, permitida uma reeleição pelo mesmo período.

Durante a cerimônia, o ministro do TCU Valmir Campelo afirmou que o presidente Lula teve respeito pelo trabalho da instituição. “O senhor sempre valorizou as instituições de controle do País. Se críticas foram tecidas, são elas compreendidas por essa instituição. O que passa para a história de seu relacionamento com essa instituição é o respeito”, disse.
Campelo também fez o discurso de boas-vindas ao novo presidente e destacou a carreira de Benjamin Zymler no TCU. Ele elogiou ainda o ministro Augusto Nardes, afirmando que o novo vice-presidente será o braço-direito e o apoio de Zymler. O procurador-geral Lucas Rocha Furtado destacou o apoio que o Ministério Público junto ao TCU vai ofertar ao novo presidente e reafirmou sua capacidade técnica.
Já o novo presidente Zymler reforçou que o tribunal é parceiro da administração e afirmou a importância do diálogo entre as instituições para fortalecimento da democracia. “Nossos esforços se somam em prol do interesse público”, disse.
Durante o discurso, Zymler também defendeu a criação do Conselho Nacional dos Tribunais de Contas para fortalecer o controle externo. “Um órgão que, a meu ver, deve plasmar-se em modelo simples, enxuto, dinâmico e que permita não só enfrentar os desafios vinculados ao comportamento disciplinar dos membros das Cortes de Contas, mas, fundamentalmente, incrementar a eficiência e a efetividade do controle externo”.
Ao entrar em exercício em janeiro, Zymler assumirá a vaga ocupada pelo ministro Ubiratan Aguiar nos últimos dois anos.
Além de Lula e Dilma, compuseram a mesa de abertura do evento, dirigida pelo presidente do TCU, ministro Ubiratan Aguiar, o vice-presidente eleito e presidente da Câmara, Michel Temer, os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do Distrito Federal, Rogério Rosso, além do presidente do Superior Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso. Políticos, autoridades dos Três Poderes, além de ministros e servidores do TCU também acompanharam o evento.

Fonte:
TCU
Agência Brasil



Íntegra da nota sobre convite de Dilma Rousseff a novos ministros

December 10, 2010, by Unknown - No comments yet

NOTA À IMPRENSA


A presidenta eleita da República, Dilma Rousseff, convidou novos ministros para integrar sua futura equipe de governo: a senadora Ideli Salvatti, que assumirá o Ministério da Pesca e Aquicultura; a deputada Maria do Rosário, que chefiará a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; a jornalista Helena Chagas, para a chefia da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que será o titular do Ministério das Comunicações; o senador Garibaldi Alves, que assumirá o Ministério da Previdência Social; o senador Edison Lobão, que retornará ao Ministério de Minas e Energia; o deputado Pedro Novais, para o Ministério do Turismo; o ex-deputado Wagner Rossi, que deverá permanecer à frente do Ministério da Agricultura; o senador  Alfredo Nascimento, que voltará ao comando do Ministério dos Transportes; e o ex-governador Moreira Franco, na chefia da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

A presidenta eleita determinou a seus novos auxiliares que trabalhem de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e estabilidade econômica, assegurando a melhoria de vida de todos os brasileiros.


ASSESSORIA DE IMPRENSA DA PRESIDENTA ELEITA DILMA ROUSSEFF



Futuro ministro da Justiça diz que entendimento com partidos aliados “vai muito bem”

December 10, 2010, by Unknown - No comments yet

Anunciado na última semana como ministro da Justiça do próximo governo, o deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP) garantiu nesta quarta-feira (8) que o entendimento entre a equipe do futuro governo e os partidos aliados vai muito bem, especialmente com o PMDB. “Um partido que serviu de sustentação da base do presidente Lula e, seguramente, será um grande parceiro – juntamente com outros partidos – ao longo da sustentação do governo da presidente eleita Dilma Rousseff”.

A declaração foi feita logo após a cerimônia de posse no novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Benjamim Zymler, e de seu vice, o ministro Augusto Nardes, nesta quarta-feira (8), em Brasília, com as presenças do presidente Lula e da presidenta eleita Dilma Rousseff, além do vice-presidente eleito, Michel Temer.

Para o futuro ministro da Justiça, “o PSB também é um parceiro das primeiras horas. É um partido que tem demonstrado grande lealdade ao longo da trajetória do governo Lula e não há porque não se venha fazer esse diálogo com o PSB, que seguramente comporá a equipe de governo”.
Cardozo afirmou que não existe qualquer mal-estar entre forças aliadas. “Não se pode falar de mal-estar em nenhuma das forças aliadas. Existe é uma busca de entendimento. É natural que num processo de negociação, de diálogo, às vezes você tenha processos de contraposição. Mas tenho certeza que a equipe de Dilma Rousseff sairá fortalecida e com um grupo coeso de parlamentares e lideranças políticas dispostas a continuar transformando o País”, frisou Cardozo.

Para o futuro ministro, “o posicionamento que a presidenta Dilma vem tendo é de compor seu governo dentro de uma situação de equilíbrio de forças que lhe permita, primeiro, garantir um excelente equipe conduzindo a sua gestão e, em segundo lugar, a sua sustentação política. Acho que essa missão vem sendo cumprida. É evidente que todo o quadro ainda não está definido, a presidenta irá afirmar os nomes assim que possível, mas tenho certeza que nós teremos uma excelente equipe com uma sustentação forte no Congresso Nacional e na sociedade para conter os desafios do próximo governo”, disse o futuro ministro da Justiça.

Reforma do Código de Processo Penal
O futuro ministro da Justiça afirmou ver “com muito bons olhos” as iniciativas de alteração do Código de Processos Penais que tramitam no Congresso. A declaração foi feita logo após a cerimônia de posse no novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Benjamim Zymler, e de seu vice, o ministro Augusto Nardes, nesta quarta-feira (8), em Brasília, com as presenças do presidente Lula e da presidenta eleita Dilma Rousseff, além do vice-presidente eleito, Michel Temer.
O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (7), em segundo turno, um projeto que faz diversas alterações no código. O projeto, relatado pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES), foi debatido com especialistas e visa acelerar o trâmite dos processos judiciais na área penal. A proposta, chamada de “Novo Código de Processo Penal”, segue agora para a análise da Câmara dos Deputados.
Cardozo classificou de muito importante a modificação da legislação processual. E elogiou não apenas as iniciativas de alteração do Código de Processo Penal, bem como as propostas de alteração para o Código de Processo Civil.
“É evidente que o Ministério da Justiça (MJ) vai se debruçar sobre os textos para que possamos encontrar os ajustes necessários às questões que, harmoniosamente, têm que ser decididas de comum acordo entre o Legislativo e o Executivo e também ouvindo o Poder Judiciário, que tem um papel muito importante nessas horas. Agora, é claro, temos que analisá-las criteriosamente porque códigos, quando eles vêm, vêm para ficar. E nós não podemos errar em um momento que se faz uma Lei dessa envergadura”, alertou o futuro ministro.

Ministério e Polícia Federal
Cardozo revelou que toda a equipe do MJ está sendo avaliada nesse momento. “Nós vamos colocar uma equipe nos valendo de pessoas que lá estavam – isso em todo o ministério - e [também de] pessoas que virão de fora. Eu não tenho ainda nenhuma definição, mas vou procurar formar a equipe mais competente possível para o MJ, inclusive para a Polícia Federal, que eu quero que continue a trajetória republicana, de competência e eficiência que vem demonstrando nos últimos anos.

Fonte:
Portal Brasil



Dilma Roussef anuncia dez novos ministros

December 10, 2010, by Unknown - No comments yet

A presidenta eleita da República, Dilma Rousseff, convidou nesta quarta-feira (8) dez novos ministros para integrar sua futura equipe de governo: a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que assumirá o Ministério da Pesca e Aquicultura; a deputada Maria do Rosário (PT-RS), que chefiará a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; a jornalista Helena Chagas, ex-diretora de jornalismo da EBC e assessora de Dilma durante a campanha, vai para a chefia da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; e o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT-PR), será o titular do Ministério das Comunicações.

O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) assumirá o Ministério da Previdência Social; o senador Edison Lobão (PMDB-MA) retornará ao Ministério de Minas e Energia; o deputado Pedro Novais (PMDB-MA), vai para o Ministério do Turismo; o ex-deputado Wagner Rossi (PMDB-SP) deverá permanecer à frente do Ministério da Agricultura; o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) voltará ao comando do Ministério dos Transportes; e o ex-governador Moreira Franco (PMDB-RJ), vai chefiar a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE).

Segundo nota divulgada pela equipe de transição, a presidenta eleita determinou a seus novos auxiliares que trabalhem de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e estabilidade econômica, assegurando a melhoria de vida de todos os brasileiros.

 

Veja íntegra da nota.

 

Fonte: 
Portal Brasil



Dilma: Meu compromisso é acabar com a pobreza extrema no Brasil

December 6, 2010, by Unknown - No comments yet

A presidenta eleita do Brasil Dilma Roussef concedeu, neste domingo (5), uma entrevista exclusiva ao jornal americano The Washington Post, um dos mais prestigiados do mundo. Foi a primeira entrevista concedida por Dilma a um veículo impresso desde a eleição.

Ela foi entrevista por Lally Weymouth, editor sênior da publicação, e falou do seu posicionamento sobre o Irã e das relações bilaterais com os Estados Unidos (leia a íntegra da entrevista original em inglês).

Dilma também respondeu a perguntas sobre a guerra cambial internacional, com a desvalorização artificial de moedas como o dólar e o yuan chinês; política econômica brasileira e administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por fim, Dilma falou sobre seus planos e prioridades para o Brasil dos próximos quatro anos e explicou o que significa para ela ser a primeira mulher presidenta do País.

A seguir alguns trechos da entrevista:

Washington Post: Ter sido uma prisioneira política deu à senhora mais simpatia por outro prisioneiro político?

Dilma Rousseff - Não há dúvidas disso. Devido ao fato de que experimentei pessoalmente a situação de [ser] uma prisioneira política, tenho um compromisso histórico com todos aqueles que foram ou são prisioneiros unicamente porque expressaram seus pontos de vista, suas opiniões públicas, suas próprias opiniões.

WP - Então, isso irá afetar sua política em relação ao Irã, por exemplo? Por que o Brasil está apoiando um país que permite o apedrejamento de pessoas e aprisiona jornalistas?

DR - Creio que é necessário que façamos uma diferenciação sobre o que entendemos quando nos referimos ao Irã. Eu considero importante a estratégia de construção da paz no Oriente Médio. O que estamos vendo no Oriente Médio é a bancarrota da política – da política de guerra.

Estamos falando sobre o Afeganistão e o desastre da invasão do Iraque. Nós não conseguimos construir a paz, nem conseguimos resolver os problemas do Iraque. O Iraque está hoje em guerra civil. Todos os dias soldados dos dois lados morrem. Tentar construir a paz sem tem quer ir à guerra é o melhor caminho. Eu não endosso o apedrejamento. Eu não concordo com as práticas que têm características medievais para as mulheres.

WP - Brasil se absteve de votar em uma recente resolução de Direitos Humanos?

DR – Eu [ainda] não sou presidente do Brasil, mas me sentiria desconfortável com uma mulher presidenta eleita se não dissesse nada contra o apedrejamento. Minha posição não vai mudar quando estiver atuando. Eu não concordo com o voto do Brasil. Essa não é minha posição.

Relação Brasil-Iran e Brasil-EUA

DR – Considero o relacionamento com os Estados Unidos muito importante para o Brasil. Eu vou tentar estreitar os laços com os Estados Unidos. Eu tive grande admiração pela eleição do presidente Obama.

Acredito que os Estados Unidos tem uma grande contribuição para dar ao mundo. E, acima de tudo, acredito que Brasil e Estados Unidos têm um trabalho a ser realizado em conjunto no mundo. Por exemplo, temos um grande potencial para trabalhar juntos na África, porque na África nós podemos construir um relação que torne possível a disponibilização de tecnologias para a agricultura, produção de biocombustíveis e ajuda humanitária em diversos campos.

Guerra mundial do câmbio:

DR – A política de desvalorização do dólar tem efeitos em nosso comércio exterior e também na desvalorização de nossas reservas cambiais, que são em dólar. Para nós, uma política de enfraquecimento do dólar não é compatível com o papel dos Estados Unidos, devido ao fato de a moeda americana servir como uma reserva internacional. E uma política de desvalorização sistemática do dólar pode provocar reações de protecionismo, que nunca é uma boa política a ser seguida.

Política econômica:

DR – Não há jeito de cortar as taxas de juros sem reduzir déficit fiscal. Estamos alerta. Nós temos um objetivo na cabeça: que nossas taxas de juros sejam convergentes com as internacionais. Para conseguir chegar lá, uma das questões de maior importância é reduzir a dívida pública. Outra questão importante é melhorar a competitividade dos setores industriais e agrícolas. Também é muito importante que o Brasil racionalize seu sistema de impostos.

WP - Para puxar os juros para baixo é necessário cortar as despesas ou aumentar a poupança domé stica.

DR - Não se pode esquecer do crescimento econômico. Temos que combinar diversos fatores.

WP - Qual o seu plano?

DR - Meu plano é continuar a trajetória que nós seguimos até hoje. Nós conseguimos reduzir nossa dívida de 60% para abaixo de 42%. Nosso objetivo é alcançar 30% de nosso PIB. Eu preciso racionalizar meus gastos e, ao mesmo tempo, ter um aumento de nosso Produto Interno Bruto (PIB), que vai levar o País para frente.

Sobre a Administração Lula:

WP - A senhora é próxima do presidente Lula. A senhora vai apenas continuar a administração dele?

DR - Eu acredito que minha administração vai ser diferente da do presidente Lula. A administração do presidente Lula, [da qual] eu fiz parte, construiu a base para que eu possa avançar. Não irei repetir sua administração porque a situação no País hoje é muito melhor do que em 2002. Existem programas em curso no governo que eu ajudei a desenvolver, como o Minha Casa, Minha Vida...

Meus desafios são outros. Terei que resolver questões como a qualidade da saúde pública no Brasil. Eu terei que criar soluções que a questão da segurança pública.

Infraestrutura:

DR – O Brasil ficou mais de 30 anos sem investir em infraestrutura. A administração de Lula começou a mudar isso. Eu tenho que resolver a questão das estradas, da malha ferroviária, das rodovias, dos portos e dos aeroportos. Mas existe uma boa notícia: nós descobrimos petróleo em águas profundas.

WP - A senhora está sugerindo que a descoberta irá financiar a infraestrutura?

DR - Nós criamos um fundo social em que uma parte dos recursos provenientes do óleo encontrado vai ser investido em Educação, Saúde, ciência e tecnologia.

Copa do Mundo:

WP - A senhora tem que preparar o País para o Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

DR - Sim, mas eu também um outro compromisso, que é o de acabar com a pobreza extrema no Brasil. Nós temos ainda 14 milhões na pobreza. Este é o meu maior desafio.

WP - Todos os homens de negócios que encontrei em São Paulo disseram que precisam estar muito bem preparados para encontrar com a senhora, porque a senhora está familiarizada com a maioria dos projetos.

DR - Sim, isso é verdade. Eu acho que isso é uma característica feminina. Nós gostamos dos detalhes. Eles não.

WP - O que significa para a senhora ser a primeira mulher presidente do Brasil?

DR - Ainda penso que é surpreendente.

WP - Quando a senhora decidiu que queria ser presidente?

DR - Isso foi um processo. Não há data. Eu comecei trabalhando com o presidente Lula e ele começou a me dar algumas sugestões para eu chegar a presidente, mas ele não era claro no começo. Isso foi uma grande honra para mim, mas eu não esperava por isso.

WP - A senhora recentemente lutou contra o câncer.

DR - Sim, mas eu acredito ter conseguido lidar bem com ele. As pessoas têm que saber que o câncer pode ser curado. Quanto mais cedo ele é descoberto, maiores são as possibilidade de uma cura. É por isso que a prevenção é importante.

Eu acredito que o Brasil está preparado para eleger uma mulher. Por que? Porque a mulheres brasileiras atingiram esse estado. Eu não chegaria aqui por mim mesma, pelo meus próprios méritos. Nós somos a maioria aqui nesse País.

Fonte: 
The Washington Post

 



Gilberto Carvalho atuou nos movimentos sociais do PT e da Igreja Católica

December 4, 2010, by Brunna Rosa - No comments yet

Nascido em Londrina, no Paraná, Gilberto Carvalho será o próximo titular da Secretaria Geral da Presidência. Ele chefia o Gabinete Pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o início do primeiro mandato e também durante a campanha eleitoral de 2002.

Formado em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná, em 1973, Gilberto estudou também Teologia por três anos no Studium Theologicum de Curitiba. Trabalhou como soldador de 1975 a 1984, em fábricas em Curitiba e no ABC paulista.

Militou na Pastoral Operária Nacional, ligada à Igreja Católica, entidade da qual foi secretário-geral entre 1985 e 86. Carvalho foi também coordenador do Movimento Fé e Política, entre 2001-2003. Foi secretário de Comunicação, entre 1997 e 2000, e de governo, em 2001, da Prefeitura de Santo André, no ABC.

Ocupou vários cargos no Partido dos Trabalhadores, como: presidente do Diretório do no Paraná (1987-89); secretário nacional de Formação Política (1989-93); diretor do Instituto Cajamar – Centro de Formação Política e Sindical (1989-93); secretário-geral nacional (1993-95); e secretário nacional de Comunicação (1995-97).



Antonio Palocci é médico sanitarista e tem mais de 20 anos de vida pública

December 4, 2010, by Brunna Rosa - No comments yet

O médico sanitarista Antonio Palocci, que assumirá a Casa Civil do governo Dilma, foi ministro da Fazenda de janeiro de 2003 a março de 2006. Com mais de 20 anos de vida pública, participou da fundação do PT em 1980 e obteve seu primeiro mandato como vereador em Ribeirão Preto (SP), em 1988.

Palocci foi eleito deputado estadual em São Paulo, em 1990, e prefeito de Ribeirão Preto em 1993. Na prefeitura, recebeu o Prêmio Criança e Paz, em 1995, oferecido pelas Nações Unidas (Unicef). Em 1996, recebeu o Prêmio Juscelino Kubitscheck, do Sebrae-SP, como prefeito do município paulista que mais apoiou as micro e pequenas empresas.

Em 2002, foi novamente premiado pela instituição com o Prêmio Mário Covas, pelas ações inovadoras em favor da micro e pequena empresa.

Após presidir o PT no estado de São Paulo de 1997 a 1998, foi eleito deputado federal em 1998 e atuou como 2º vice-presidente da Comissão de Reforma Tributária; titular da Comissão de Seguridade Social e Família e como suplente das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização da Câmara dos Deputados.

Em outubro de 2000, foi novamente eleito prefeito de Ribeirão Preto. Palocci coordenou o Programa de Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha de 2002. Em seguida, coordenou a equipe de transição e foi nomeado ministro da Fazenda




Cardozo reúne conhecimento de Direito a experiência no cenário político

December 4, 2010, by Brunna Rosa - No comments yet

José Eduardo Cardozo

O futuro ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, é advogado e já cumpriu dois mandatos como deputado federal por São Paulo. Foi escolhido como um dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Professor de Direito Administrativo da PUC/SP, tem atuado de forma ativa na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) e na Comissão de Relações Exteriores, na Câmara dos Deputados.

Cardozo iniciou militância política no Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da PUC, quando estudante de direito da instituição. Aos 28 anos, tornou-se secretário de Governo do município de São Paulo (1989 a 1992), na primeira gestão do PT na capital, da então prefeita Luiza Erundina.

Foi depois chefe de gabinete da antiga Secretaria da Administração Federal da Presidência da República (1993).

Cardozo é paulistano. Mestre em Direito e procurador do município de São Paulo. Foi vereador de São Paulo por três mandatos e presidiu a Câmara Municipal durante dois anos, onde teve atuação destacada nas apurações da CPI da Máfia dos Fiscais.

Em seu primeiro mandato como deputado federal, presidiu a Comissão Especial da Reforma do Poder Judiciário (Cerrpj) e se mantém fiel defensor de um Judiciário forte, ágil e democrático.

Comandou discussões sobre o acesso à Justiça, o Estatuto da Magistratura e outras. Dentre os temas controversos, posicionou-se contrário à adoção da súmula vinculante e favorável à súmula impeditiva de recursos, além de ser  favorável ao controle externo do Judiciário.

É autor da obra "Da Retroatividade da Lei", da Editora Revista dos Tribunais, apresentado como trabalho de mestrado em 1993, em que obteve a nota máxima com distinção e louvor.

Também é autor do livro "A Máfia das Propinas - Investigando a corrupção em São Paulo", lançado pela Editora Fundação Perseu Abramo, em que relata os bastidores da CPI que presidiu em 1999.




Dilma convida Gilberto Carvalho, Cardozo e Palocci para novo governo

December 4, 2010, by Brunna Rosa - No comments yet

A presidenta da República eleita, Dilma Rousseff, convidou o deputado Antônio Palocci (PT-SP) para ocupar a chefia da Casa Civil do futuro governo e o atual chefe de Gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, para ser o titular da Secretaria Geral da Presidência. O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), também convidado, assumirá o Ministério da Justiça.

A presidenta eleita orientou os futuros ministros a trabalhar de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e garantia da estabilidade econômica.

Com a indicação de Palocci, Cardozo e Carvalho, já são seis os futuros ministros escolhidos pela presidenta eleita. Na semana passada, Dilma confirmou a permanência de Guido Mantega na Fazenda e a indicação de Miriam Belchior para o Planejamento e de Alexandre Tombini para o Banco Central.

Tombini será sabatinado pelo Senado na próxima terça-feira (7), quando sua indicação será também submetida ao plenário.

Juntamente com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, Palocci e Cardozo integraram a coordenação política da campanha de Dilma à Presidência e fazem parte da equipe de transição de governo, instalada em Brasília.

A confirmação dos novos ministros foi feita na tarde desta sexta-feira (3) por meio de nota da assessoria de imprensa da presidenta eleita. Dilma será diplomada pelo Tribunal Superior Eleitoral no próximo dia 17.

A posse da primeira mulher eleita presidente da República no Brasil será no dia 1º de janeiro de 2011.




Dilma convida Gilberto Carvalho, Cardozo e Palocci para integrarem futuro ministério

December 4, 2010, by Brunna Rosa - No comments yet

A presidenta da República eleita, Dilma Rousseff, convidou o deputado Antônio Palocci (PT-SP) para ocupar a chefia da Casa Civil do futuro governo e o atual chefe de Gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, para ser o titular da Secretaria Geral da Presidência. O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), também convidado, assumirá o Ministério da Justiça.

A presidenta eleita orientou os futuros ministros a trabalhar de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e garantia da estabilidade econômica.

Com a indicação de Palocci, Cardozo e Carvalho, já são seis os futuros ministros escolhidos pela presidenta eleita. Na semana passada, Dilma confirmou a permanência de Guido Mantega na Fazenda e a indicação de Miriam Belchior para o Planejamento e de Alexandre Tombini para o Banco Central.

Tombini será sabatinado pelo Senado na próxima terça-feira (7), quando sua indicação será também submetida ao plenário.

Juntamente com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, Palocci e Cardozo integraram a coordenação política da campanha de Dilma à Presidência e fazem parte da equipe de transição de governo, instalada em Brasília.

A confirmação dos novos ministros foi feita na tarde desta sexta-feira (3) por meio de nota da assessoria de imprensa da presidenta eleita. Dilma será diplomada pelo Tribunal Superior Eleitoral no próximo dia 17.

A posse da primeira mulher eleita presidente da República no Brasil será no dia 1º de janeiro de 2011.




Credenciamento para diplomação de Dilma Rousseff já pode ser feito

December 4, 2010, by Brunna Rosa - No comments yet

Os veículos de imprensa interessados em participar da cerimônia de diplomação da presidente da República eleita, Dilma Rousseff, e do vice-presidente eleito, Michel Temer, devem solicitar o credenciamento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para a habilitação, que teve início na quarta-feira (1º), termina no dia 10 de dezembro. Não será aceita a credencial permanente de imprensa do Palácio do Planalto.

A cerimônia está marcada para o próximo dia 17, às 17h, no plenário do TSE. A diplomação ainda depende, dentre outros requisitos, da aprovação das contas de campanha dos candidatos eleitos, dos respectivos comitês financeiros e dos diretórios nacionais do PT e do PMDB referentes a arrecadações e despesas da campanha presidencial.

Na ocasião, o presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, entregará o diploma assinado por ele, pelos demais ministros do TSE e pelo procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel.


Cobertura jornalística 
Como o plenário do TSE só tem capacidade para aproximadamente 100 pessoas, o tribunal avaliará a possibilidade de permitir o acesso de fotógrafos dos veículos de âmbito nacional.

Os repórteres em geral e cinegrafistas terão um espaço reservado no térreo do edifício principal do TSE. No local haverá infra-estrutura com mesas de trabalho e computadores com acesso à internet, além de ambiente com cadeiras e uma TV de onde a cerimônia será transmitida.

A entrada dos jornalistas no prédio do TSE não será autorizada, em razão da extrema limitação de espaço físico da atual sede do Tribunal.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) irá transmitir ao vivo a cerimônia. As demais emissoras, públicas ou privadas, poderão captar o sinal de televisão.

Os pedidos de credenciamento devem ser encaminhados, em papel timbrado da empresa, até as 16h do dia 10 de dezembro para o e-mail da Assessoria de Imprensa e Comunicação Social do TSE ou para o fax (61) 3316.3353, contendo as seguintes informações sobre os jornalistas que serão credenciados: nome completo do profissional; função; número do registro profissional; livro; folha; DRT; número da carteira de identidade e órgão expedidor; telefone, fax e e-mail para contato.

As credenciais deverão ser retiradas nos dias 15 e 16 de dezembro, entre 10 e 18 horas, na sala 126 do Edifício-Sede do TSE. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (61) 3316.3366.

Para o acesso de veículos às proximidades do tribunal, é obrigatório manifestar o interesse no momento do credenciamento, informando o nome completo do condutor e os respectivos documentos. A autorização do veículo deve ser retirada junta das credenciais dos profissionais. A regra vale para os automóveis que irão transportar os profissionais e para motoqueiros que virão buscar material.

As emissoras de TV que desejarem instalar carro de link poderão fazê-lo na rua entre o Tribunal e o Setor Bancário Sul, mas para isso precisarão comunicar esse interesse ao TSE no ato do pedido de credenciamento.

 

Fonte:
Portal Brasil